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Transmontanos e Durienses +

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SEPÚLVEDA, António Corrêa de Castro

nasceu em Bragança, em 30.03.1790. Dele escreve Eduardo Proença Mamede, em o Mensageiro de Bragança, de 27.07.2001. Iniciou a sua carreira militar ainda na infância, segundo o hábito da época, e assentou praça em 1796. Em 1805 era promovido a major; dois anos mais tarde, estalando a sublevação do país aos invasores franceses, acompanhou durante todas as campanhas seu pai, prestando relevantes serviços. Tomou o comando do regimento n° 24 em 1820, sendo sucessivamente promovido a tenente coronel, coronel e brigadeiro, mas em 1823, dadas as ideias liberais que professava, o governo absoluto anulou lhe estas promoções e os seus inimigos, que os há sempre, aproveitaram a ocasião para o perseguir. A sua casa foi saqueada e levado a julgamento no Conselho de Guerra, foi condenado à morte, da qual conseguiu escapar. Devido àfuga, a sua família foi perseguida e presos seus filhos Manuel Jorge e Francisco, acabando por ambos serem assassinados nas prisões de Estremoz, a 27 de Julho de 1833. António da Sepúlveda havia casado a 23 de Maio de 1804 com D. Maria Josefa Taveira de Figueiredo Teixeira de Barros, senhora de vários morgados, que nascera a 12 de Fevereiro de 1788, filha herdeira do Dr. Bernardo José de Figueiredo Teixeira de Barros, fidalgo da Casa Real, e de sua mulher, D. Caetana Josefa de Figueiredo Sarmento, e que faleceu a 10 de Março de 1876. Triunfando o Liberalismo em 1834, foi reintegrado no exército, vindo a ser reformado no posto de marechal de campo. O título de Visconde de Ervedosa foi lhe concedido por uma vida por Decreto de 13 e Carta de 19 de Maio de 1815, por D. João VI, então ainda Príncipe Regente e estando no Brasil. Por Decreto de 25 de Fevereiro de 1839, a Rainha D. Maria II conferiu lhe a honra e grandeza de conde. Devido às privações da Família do l° Visconde da Ervedosa, a Rainha D. Maria II concedeu uma segunda vida ao título, também com honra de grandeza, por Decreto de 15 de Fevereiro de 1839, na pessoa do terceiro filho varão existente, Bernardo Corrêa de Castro Sepúlveda, que nasceu em Bragança a 19 de Julho de 1820 e morreu em data incerta. Este casou com D. Maria da Conceição Ferreira, tendo deixado geração, na qual não foi renovado o título. Eis um exemplo de como um ideal governativo levou a uma honra através de actos que. sem sombra de dúvida, custaram o que se diz "sangue, suor e lágrimas". Mas ficaria incompleta esta narrativa se não lembrássemos um pouco as origens familiares do Visconde de Ervedosa, no que respeita aos Sepúlvedas, Família espanhola cujo solar éna vila do mesmo nome, próximo de Segóvia, em Castela a Velha. Um Martim de Sepúlveda passou a Portugal, tendo sido um dos vinte e quatro regedores de Sevilha, sendo senhor do castelo de Noudar, hoje à venda, no Baixo Alentejo. O Rei D. João II de Portugal doou lhe a vila de Buarcos (Figueira da Foz), em remuneração de serviços que este lhe prestou. Martim de Sepúlveda trouxe as armas que usavam em Espanha para o nosso país, e viu as confirmadas pelo nosso Rei de Armas; são elas: em escudo vermelho, uma oliveira de verde perfilada de ouro, sustida por dois leões de ouro afrontados, e suas estrelas, de oito raios de prata, postas nos cantões do chefe.


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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