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Transmontanos e Durienses +

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SARMENTO, Crisóstomo Pedro de Moraes

nasceu o 1.° Barão de Torre de Moncorvo, Cristóvão Pedro de Moraes Sarmento, na Baía de Todos os Santos (Brasil), a 13 de Maio de 1788, filho legitimado de Tomás Inácio de Moraes Sarmento, desembargador dos agravos na Casa da Suplicação. Em 1814 alistou se como voluntário no Exército e serviu até ao fim da Guerra Peninsular, razão pela qual foi condecorado com a Cruz de Prata n.° 2 da Guerra Peninsular, bem como auferirá a comenda da Ordem de Nossa Senhora das Conceição de Vila Viçosa e será Cavaleiro da Ordem de Cristo. Regressando a paz ao país, bacharelar se á em Direito pela Universidade de Coimbra e será nomeado superintendente das Alfândegas e do Tabaco em Trás os Montes. Ingressou depois na diplomacia e serviu como encarregado de negócios em Londres e Copenhaga, aí sendo agraciado com a Comenda de Daneborg. Casou a primeira vez em Copenhaga, a 1 de Dezembro de 1828, com D. Carlota Amália Jordan. que nasceu em 1806 e morreu em Londres a 7 de Fevereiro de 1842, tendo deixado geração. Posteriormente, casará a segunda vez em Londres com sua cunhada, D. Carolina Guilhermina Jordan, que nasceu a 8 de Julho de 1809, ambas estas senhoras filhas de Cristiano João Jordan e de sua mulher, Ana Thora Jordan. O título de Barão foi lhe concedido por Decreto de 23 de Maio de 1835, as Binado por D. Maria II, que o elevou a Visconde por decreto de 13 de Julho de 1847. Em 1833, Cristóvão Sarmento foi ministro plenipotenciário em Londres para a assinatura do Tratado da Quádrupla Aliança, ficando a residir na capital inglesa até à sua morte, a 8 de Janeiro de 1851. Era ainda fidalgo da Casa Real, do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima, par do reino, Grã Cruz das Ordens de Sant'Iago, de Isabel a Católica de Espanha, de Ernesto Pio, de saxe, e grande oficial das da Legião de Honra, em França, e do Nicham Iftikar, de Tunes. Foi 2° Barão da Torre de Moncorvo João Pedro de Moraes Sarmento, que nasceu em Copenhaga a 27 de Dezembro de 1829 e morreu a 10 de Janeiro de 1903, filho primogénito do primeiro casamento do 1.°Barão e 1° visconde. Foi pelo casamento 8° Marquês de Fronteira, 6° Marquês de Alorna e 9° Conde da Torre. Foi 2° Visconde de Torre de Moncorvo Alexandre Tomás de Moraes Sarmento, que nasceu em Londres a 15 de Novembro de 1835 e morreu na Foz do Douro, a 19 de Fevereiro de 1871, filho secundogénito do primeiro casamento do 1° Visconde. Começou a sua vida pública como amanuense do Ministério da Marinha e Ultramar e foi presidente da Câmara Municipal de Mangualde, Procurador àJunta Geral do Distrito de Viseu, comendador de número de Isabel a Católica, de Espanha, etc.. A 14 de Dezembro de 1871 casou com D. Angelina Cândida do Amaral, que nasceu a 16 de Maio de 1863, filha de Miguel António Gonçalves Costa do Amaral, bacharel formado em Direito, comendador da Ordem de Cristo, presidente da Câmara e administrador do concelho de Mangualde, e de sua primeira mulher, D. Maria da Conceição Pessoa. Deste casamento nasceram duas filhas, das quais a primogénita, D. Leonor Maria de Moraes Sarmento, casou e faleceu, deixando uma filha que lhe sobreviveu poucas horas. A Segunda filha, D. Maria Angelina de Moraes Sarmento, ficou assim herdeira do título. Casou esta senhora a 14 de Fevereiro de 1901 com João Cabral Soares de Albergaria e Lemos, presidente da Câmara e administrador do concelho de Mangualde, havendo descendência destes. O título de 2° Visconde de Torre de Moncorvo foi lhe renovado pelo Rei D. Luís I, por Decreto assinado a 30 de Julho de 1874. Interessante será apontar que usam estes titulares as armas dos Moraes Sarmento e, sob o escudo, uma fita com a Divisa: DEOS DARÉ. Na verdade, Deus concede ou tira conforme sua graça, pois estas armas transmontanas, se pensarmos bem, correram mundo sem nunca os seus senhores terem vivido toda uma vida em Torre de Moncorvo e apenas o primeiro ter lá um solar de onde proveio tão ilustre Família. Cabe aqui a memória do Visconde de Trevões, Emílio José Ló Ferreira, que foi comendador da Ordem de Cristo e nasceu no mesmo lugar, no concelho de Vila Real de Trás os Montes. Mais sabemos que casou com uma D. Cassilda. pois foram padrinhos de uma Amiga nossa já falecida, tendo lhe legado o mesmo nome. Mais esta Senhora, D. Cassilda de Gouvêa Sarmento Vasconcellos Pereira de Sousa, me corrigiu as notas, dizendo que o nome de seu padrinho era Emígdio. O título de Visconde de Trevões foi lhe concedido pelo Rei D: Manuel II, por Decreto de 29 de Abril de 1909, tendo na mesma altura concedido mercê de renovamento das suas armas, trazendo o Visconde as peças dos Ferreiras.
Eduardo Proença Mamede


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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