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RIBEIRO, Aureliano Ribeiro

nasceu a 13 de Março de 1937, na freguesia de Constantim, concelho de Miranda do Douro. Depois de ter concluído o Ensino Primário, começou a trabalhar com o pai no ofício de alfaiate e na lavoura. Em 1 de Outubro de 1962 éalistado na Guarda Fiscal, tendo em 1969 sido promovido ao posto de 1.° Cabo e ao longo do exercício deste cargo recebido louvores como as medalhas de assiduidade no serviço e cobre e prata de comportamento exemplar. Artesão do trajo regional mirandês, arte que aprendeu com o pai, confecciona a emblemática Capa de Honras (espécime com que em 1992 conquistou o 1.° Prémio Nacional de Artesanato e o privilégio de ficar representado no Museu de Macau) e todos os trajos tradicionais mirandeses. Com o pai Virgílio Augusto Cristal, um dos maiores tocadores (se não o maior) de flauta pastoril e tamboril de todos os tempos, ganhou o gosto por estes instrumentos. Aos dez anos aprendeu a dançar os paus e aos dezoito já acompanhava o pai a tocar, para os pauliteiros, flauta pastoril e tamboril. Em 1956, depois de um interregno desta dança em Constantim, conseguiu, juntamente com algumas pessoas, restabelecê la, tendo assumido as funções de tocador e ensaiador (funções que muitos anos atrás já tinha desempenhado seu pai), para o que aprendeu também a tocar gaita de foles. Para além de dinamizar o grupo de danças, (que tem levado a muitos lados), tem divulgado a festa do solstício de Inverno, que nesta terra perdura em honra de São João Evangelista, também chamada festa da mocidade e/ou das morcelas ou do "Carocho i la Bielha". Em 1982, ajudou a dar os primeiros passos para a criação da "Associação Cultural e Recreativa Constantïnense", oficialmente criada em 1983, onde desempenhou com afinco, durante vários anos, o cargo de Presidente. Com o intuito de recuperar a música tradicional, constituiu, recentemente, o grupo "Ls Gueiteiros de Ia Raia". Participou em inúmeras iniciativas de âmbito cultural, no país e no estrangeiro, onde destaca uma digressão, juntamente com outros gaiteiros e instrumentistas mirandeses, ao Sul de França, em 1993 e a participação em 1999, com flauta pastoril e tamboril, num espectáculo intitulado "Raízes rurais/Paixões urbanas Fado Jazz Música Tradiciona"), encenado por Ricardo Pais, co produzido pelo Teatro Nacional de S. João/Porto e Cité de Ia Musique/Paris, apresentado no Porto, em Paris, em Lisboa e Viseu.
Domingos Raposo


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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