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Transmontanos e Durienses +

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PITA, Manuel José

nasceu em Carvela, freguesia de Nogueira da Montanha, concelho de Chaves, 4.7.1875. Monsenhor Manuel Teixeira publicou no Semanário Transmontano de 10 de Maio de 2002 uma nota biográfica sobre o Padre Manuel Pita que a seguir se transcreve: "Foi o fundador da Casa de Santa Marta. O padre Manuel José Pita nasceu em Carvela, freguesia de Nogueira da Montanha, no concelho de Chaves. E é ali que repousam os seus restos mortais. Nascido em 4 de Julho de 1875, aos 12 anos partiu para o Seminário de S. José, em Macau, onde a grande maioria dos jovens seminaristas era chinesa. e foi com eles que aprendeu chinês. Ordenado em 8 de Julho de 1899, foi de imediato colocado como missionário na ilha de Hainam e como superior da missão da província chinesa de kungtung. Sobre ele caíram desde logo várias atribulações. O governo francês, que era então o protector oficial das missões da China, propôs à Santa Sé a troca de Hainam pela missão de Shiu Hing, que pertencia ao padroado português no Oriente. O bispo de Macau, D. João Paulino de Azevedo e Castro, transferiu o padre Pita para superior de Shiu Hing, bem como os restantes missionários portugueses. Contudo, os padres franceses não aceitaram a troca e espalharam o boato de que os portugueses eram excomungados por não estarem sobre o padroado português e da Santa Sé. Assim, o padre Pita encontrou uma atmosfera hostil e todas as portas se lhe fecharam.
Teve de dormir ao relento às portas das casas. O bispo D. João Paulino foi a Roma onde confirmou a troca. Os franceses não se conformaram e mais uma vez espalharam o boato de que os portugueses não tinham padres para tomar conta da missão. Entretanto rebentou a revolução de 1910, que expulsou os Jesuítas de Macau. João Paulino destituiu o padre Pita e nomeou um padre jesuíta como superior. Entretanto o padre pita foi transferido para Macau, onde foi meu professor de francês. Em 1923 celebrou se o primeiro concílio da China, em Xangai, tendo o padre pita sido nomeado o representante de Macau. Nesse encontro foi adoptada a língua latina, visto que os chineses do norte falavam o mandarim e os do sul o cantonês. No fim perguntaram em latim ao padre Pita se estava disposto a assinar as actas. Ele que não falava latim desde os tempos do seminário, respondeu: "Sribebo". Esta expressão é um erro crasso, já que o termo correcto é: "Sribam". que significa assino. Foi a única a contribuição do padre Pita no primeiro concílio da China. Mas se foi pobre essa contribuição, foi muito mais rica aquela que desenvolveu em Chaves, deixando todos os seus haveres à Casa de santa Marta, instituição que ajudou a fundar. Sugerimos pois que se lhe levante um busto na fachada da casa ou no centro do jardim com os seguintes dizeres: "Ao padre Pita, fundador desta casa (1876 1961)".


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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