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Transmontanos e Durienses +

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MORAES SARMENTO, Tomás Inácio de

Foi 1° Visconde de Moraes Sarmento (seguindo a grafia da época), Tomás Inácio de Moraes Sarmento, filho do 1° casamento do 1° Visconde de torre de Moncorvo, Cristóvão Pedro de Moraes Sarmento e de D. Carlota Amália Jordan, que nasceu a 2 de Novembro de 1838. Foi moço fidalgo com exercício no Paço, doutor em Direito pela Universidade de Lena (Saxe Welmar Alemanha), adido à legação de Portugal em Roma (Quirinal), comendador de número extraordinário da Ordem de Carlos III, de Espanha, cavaleiro das de Cristo, da coroa de Ferro, da Áustria, e da Coroa, de Itália, etc.. Casou, a 23 de Maio de 1862, com D. Berta Zoé Bernex Philipon, que nasceu em 1847, filha do prefeito de Marselha na época do Império, Teófilo Bernex Philipon, e de sua mulher, D. Maria Luisa Marguerite Lamy, de quem teve descendentes. O título foi lhe concedido em sua vida pelo Rei D. Luís I, por Decreto de 12 de Outubro de 1871. O 1° Visconde morrerá em Roma a 10 de Janeiro de 1875. O 2° Visconde de Moraes Sarmento foi Jorge Alberto de Moraes Sarmento, que nasceu a 23 de Março de 1866 e morreu, solteiro e sem geração legítima, a 21 de Maio de 1923. Homem internacional e mundano publicou vários livros em inglês com o seu pseudónimo de George Vane, bem como foi pintor de merecimento, tendo ganho vários prémios. As armas destes titulares eram as mesmas dos Viscondes de Torre de Moncorvo, titulares que recordaremos a seu momento. Com tudo isto, convém não confundir estes Viscondes de Moraes Sarmento com o único Visconde de Moraes Cardoso, Fortunato Pinto de Moraes Cardoso, que nasceu em Monfebres, lugar da freguesia de Candedo (Murça), a 16 de Agosto de 1845, filho de José António Pinto Teixeira e de sua mulher, D. Amónia de Moraes.
Após os estudos elementares, em 1861, seguiu para Benguela, onde se empregou na casa comercial de seu tio Firmino António de Moraes Cardoso. Este regressou à Metrópole no ano seguinte e Fortunato Cardoso consegue colocação como gerente de outra casa em Catumbela. Prosperou de tal modo nos negócios que, quando veio a Portugal, em 1872, a sua recepção nos meios comerciais foi apoteótica, recebendo o e felicitando o imensas personalidades de então, entre as quais D. Inácio de Moraes Cardoso, Cardeal Patriarca e ainda seu parente. Graças a Fortunato de Moraes Cardoso resolveu se o enorme problema que era a falta de mão de obra em S. Tomé e Príncipe. A 16 de Agosto de 1884, estando de novo no continente, desposou uma senhora, ainda da sua parente, em Murça. Aí se acabou por radicar, sem nunca ter descurado os assuntos comerciais que encetara em África e também os de sua mulher, já que era co proprietária da fazenda "Palmira" em Cazengo. Por várias vezes regressou a Angola e investiu bastante em Murça, tornando se abastado proprietário e chegando a presidir a edilidade por várias vezes. Por Decreto de 10 de Dezembro de 1891, EL Rei D. Carlos I agraciou o com o título de Visconde de Moraes Cardoso, ignorando a data do seu falecimento ou o de sua mulher. Houve ainda na História de Portugal uns Viscondes de Moraes, tendo sido o primeiro José Júlio Pereira de Moraes, que nasceu em Gouvinhas, a 15 de Novembro de 1848 e morreu no Rio de Janeiro a 28 de Agosto de 1931, filho de Júlio Pereira de Carvalho e de sua mulher e prima D. Inácia Pereira da silva, pequenos proprietários rurais de Sabroso. Querendo seu pai que abraçasse o sacerdócio e recusando ele o estado de religioso, partiu ainda adolescente para o Porto, para se dedicar à carreira comercial. Mas o irrequieto rapaz não se conforma e, contando apenas 17 anos incompletos, embarca na barca Minerva com destino ao Rio de Janeiro, onde de resto, já tinha um irmão, João Júlio Nogueira de Carvalho. Após trabalhar uns anos no comércio de louças, entra na casa comercial de Bruno Telles de Menezes e Vasconcelos , homem fidalgo e culto, cujos princípios miguelistas obrigaram no a instalar se com esse modo de vida no Rio de Janeiro. Em 1873 já é sócio da mesma casa e em 1875 já é sócio da mesma casa e em 1875 começa a dirigi Ia sozinho, cotando 27 anos de idade. Interessado naturalmente pela Cultura, muito ajudou o Grémio Literário Português e o Liceu Literário Português, passando a dirigir o Gabinete Português de Leitura após 1890. Em 1895 fundou a "Companhia Hipotecária", que dirigiu até 1900, ano em que toma conta da "Companhia Cantarcon de Niterov", que se achava na situação de liquidação forçada. O certo é que sob a sua direcção a firma prosperou e levou a cabo inúmeros melhoramentos no Rio de Janeiro, nomeadamente a electrificação dos seus transportes citadinos. Fundou também o Banco Português do Brasil e, até aos 80 anos de idade, José Júlio de Moraes ocupou se de seus negócios sem ajuda de ninguém. Devido às suas múltiplas e onerosas dádivas, quer fundando hospitais, casas de 3ª Idade e sanatórios, bem como à Cruz Vermelha Internacional. é nomeado fidalgo cavaleiro da Casa Real a 28 de Fevereiro de 1891. O título de Visconde de Moraes foi lhe concedido em duas vidas; mas se o Decreto data de 1889, a Carta tem data de 14 de Fevereiro de 1903 (D. Carlos I). Casou o 1° Visconde de Moraes com D. Etelvina Amélia da Silveira Pinto Pereira de Magalhães, que nasceu no Rio de Janeiro a 9 de Março de 1856 e morreu em Lisboa a 26 de Maio de 1908, filha do comendador Honório Pinto Pereira de Magalhães e de sua mulher, D. Joaquina Paula, de quem houve o 2° Visconde de Moraes, José Júlio Pereira de Moraes, (Rio de Janeiro, 23/VIII/1879 Ibidem, 16/VI/ 1939), filho único, aliás. Este casará com uma filha dos Condes de Almeida Araújo e usará o título em verificação de 2ª vida. Porém, afastadas estão estas gerações dos primeiros, transmontanos ousados que partiram para terras nunca vistas buscando fortuna, e conseguiram na, unindo a com os demais elementos que nobilitam verdadeiramente o Homem.
Eduardo Proença Mamede


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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