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MAGALHÃES, Joaquim Pinto de

Em 1785 nasceu Joaquim Pinto de Magalhães, filho de José Pinto de Magalhães, cavaleiro da Ordem de Santiago, e de sua mulher, D. Sancha Teixeira de Azevedo Pinto de Magalhães. Foi fidalgo da Casa Real e, sobretudo, um proprietário de Peso na região, sendo imensa a sua influência no local. Em 1812 casa com D. Bárbara Emília de Castro Pimentel de Mesquita Magalhães, que morreu a 16 de Fevereiro de 1876, filha de José Ferreira de Macedo, cavaleiro da Ordem de Cristo, comissário da Companhia dos Vinhos do Alto Douro e proprietário, e de sua mulher D. Leonor de Mesquita Gouvêa de Castro Sottomayor. Deste casamento nasceram três filhos, tendo eu já referido o secundogénito, que recebeu o título de Visconde e Conde de Arriaga. O título de Visconde da Ribeira de Alijó foilhe concedido por Decreto de 21 de Novembro de 1867. Foi 2° Visconde, título concedido por Decreto de 30 de Abril de 1874, António Júlio de Castro Pinto de Magalhães, que nasceu em Alijó a 4 de Abril de 1814, filho primogénito dos 1.°s Viscondes. Durante o cerco do Porto, alistou se no Batalhão de Caçadores n.° 5, servindo com notável bravura. Serenado o país, ingressa na faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, onde se bacharelou. Serviu como secretário no Governo Geral de Moçambique e, em 1851, foi nomeado primeiro oficial da secretária do Conselho Ultramarino. Extinto este Conselho, ficou na situação de adido ao Ministério da Marinha e do Ultramar. Nomeado director do Museu Colonial, reorganizou o e catalogou todas as peças de modo exemplar. Foi deputado por Angola e por Alijó e era fidalgo da Casa Real, comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e cavaleiro das de Cristo e da Legião de Honra. Casou com D. Gertudres Eduarda de Oliveira Duarte a 14 de Setembro de 1842, filha de António Francisco de Oliveira Duarte, capitalista e negociante de grosso trato na praça de Lisboa, e de sua mulher, D. Maria Isabel Pinto de Oliveira, de quem não houve geração. Foi 3.° Visconde da Ribeira de Alijó Roberto Augusto Pinto de Magalhães, que nasceu a 14 de Abril de 1822, terceiro filho dos 1."s Viscondes. Era bacharel formado em Medicina pela Universidade de Coimbra (1852) e evidenciouse grandemente na epidemia de cólera morbos que grassou no país em 1855 e tanto fustigou Alijó. Dedicou-se à política e foi o chefe regenerador naquela vila. Foi procurador à Junta Geral do Distrito de Vila Real e presidente da Câmara de AI ijó durante 19 anos. Casou com sua prima D. Quitéria Emília Pinto de Mesquita Gouvêa em S. João da Pesqueira, a 18 de Dezembro de 1854, filha de José Pinto de Magalhães e de D. Jacinta Antónia Gomes de Carvalho Pinto, de quem não houve filho ou filha. O título foi lhe renovado por Decreto de 16 de Novembro de 1876. Recordemos agora o 1° Barão de Ribeira de Pena, Francisco Xavier de Andrade e Almeida Pacheco de Sousa Leitão, que nasceu na casa solar de Santa Marinha, a 4 de Outubro de 1801, filho de Francisco Xavier de Sousa Andrade e Almeida, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, doutor in utroque jure pela Universidade de Coimbra, monteiro mor e capitão mor do concelho de Ribeira de Pena por sucessão de seus maiores, e de sua mulher e prima, D. Senhorinha Xavier de Almeida Sousa Andrade e Carvalho. Órfão muito cedo de pai e mãe e herdeiro duma fortuna considerável, ficou entregue à tutela de seu tio, o Padre Dr. José Caetano de Andrade e Almeida, homem de grande erudição, que o obriga a afincar se ao estudo desde a mais tenra idade. Como a administração o impedia de ir para Coimbra cursar nalguma faculdade, obteve o posto de capitão de uma companhia do regimento de Milícias de Chaves (17.V.1819), e foi promovido a tenente coronel por distinção em 1821 e a coronel no ano seguinte. Abraçando os ideais liberais, combateu activamente pela causa em todas as ocasiões que se lhe apresentaram. Foi perseguido durante o reinado de D. Miguel I, tentando o Rei aliciá lo para a sua causa, condecorando o com as medalhas da Fidelidade Transmontana e da Real Efígie, condecorações que sempre se recusou usar. Em Ribeira de Pena exerceu repetidas vezes o cargo de juiz ordinário, presidente da Câmara Municipal e administrador do concelho, cedendo sempre os seus honorários deste último cargo a favor dos cofres do município, o que originou um louvor por portaria do Ministério do Reino. Vários governos, nomeadamente os do Marquês de Tomar e Costa Cabral, o quiseram nomear governador civil de Vila Real e par do Reino, honras que recusou veementemente. Casou a 10 de Maio de 1830 com sua prima, D. Maria Angélica Pacheco de Valadares de Sousa Martins e Aguiar, senhora de numerosos vínculos, filha de Manuel Timóteo Pacheco de Valadares Sousa Martins e Aguiar, tenente coronel graduado de Cavalaria, cavaleiro professo na Ordem de Avis e governador da ilha de S. Miguel (Açores), e de sua mulher, D. Catarina de Valadares Vieira de Sousa Pacheco, de quem houve geração. O título foi lhe concedido por Decreto de 19 de Fevereiro de 1851, ainda por D. Maria Il. 0 2° Barão de Ribeira de Pena foi Francisco Xavier de Andrade e Almeida de Valadares, que nasceu a 12 de Julho de 1833, filho primogénito dos 1."` Barões. O título de 2° Barão foi lhe concedido por Decreto de 27 de Dezembro de 1867 (D. Luís 1). Depois de ter concluído em Braga os preparatórios, seguiu para Coimbra, em 1855, tendo se formado em Direito em 1860. Regressando a Ribeira de Pena, e àsemelhança de seu pai, foi juiz ordinário, presidente da Câmara Municipal e administrador do concelho, cedendo também os seus vencimentos deste último cargo em favor dos cofres municipais. Em 1862 foi eleito deputado pelo círculo de Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Mondim de Basto, tendo durante vários anos sido eleito pelo mesmo círculo. Colaborou em vários jornais, quer transmontanos, quer da capital, e publicou uma série de folhetins que mereceram o elogio de Camilo. A 31 de Maio de 1871, casou com sua prima D. Maria da Glória de Gouvêa Mouzinho da Silveira Canavarro (1848 1871), filha de Pedro Slessor de Sousa Canavarro, fidalgo da Casa Real e major do Exército, promovido por distinção e por ter ficado cego dos dois olhos na batalha de Torres Vedras, em 1846, e de sua mulher, D. Maria das Dores de Gouvêa Mouzinho da Silveira. Apesar de ter tido descendência, nomeadamente Francisco Xavier Mouzinho da Silveira Canavarro de Valadares, que nasceu em 1881 e casou em Coimbra, a 11 de Julho de 1903, com D. Amélia Adelaide da Rocha Freitas de Carvalho, nunca se habilitou do título de seu pai e avô.
Eduardo Poença Mamede


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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