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Transmontanos e Durienses +

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MAGALHÃES, Felix Pereira de

Nasceu em Chaves, em 14.1.1794 e morreu em Lisboa, em 25.1.1878. Destinado por seus pais à carreira eclesiástica, chegou a receber ordens menores aos 13 anos de idade, mas, como logo sobreviesse a revolta contra os invasores franceses, alistou se no batalhão eclesiástico formado em Chaves. Passou como alferes ao regimento de milícias de Chaves e daqui, mais tarde, para o Batalhão de Caçadores de Trás-os-Montes, no qual participou no cerco da cidade espanhola de Zamora e na defesa da nossa província da Beira Baixa. Terminada a Guerra Peninsular, matriculou se na Universidade de Coimbra e aqui ganhou o grau de bacharel em Leis. Dedicado às leis liberais, seguiu com entusiasmo a Revolução de 1820 e publicou uma Memória em que defendeu calorosamente a instituição do júri nos tribunais. No Porto, onde fixou residência por muitos anos e exerceu a advocacia, foi elemento muito activo da Sociedade de Patriótica Portuense e combateu ardorosamente o movimento absolutista do conde de Amarante. Em 1828, acompanhou as tropas liberais que se viram obrigadas a internar se na Galiza. Tomou parte na expedição de Belle Isle, que desembarcou na Ilha Terceira. Exerceu vários cargos e acompanhou o exército constitucional que desembarcou no Mindelo. No Porto, exerceu funções importantes entre as quais a de administrar a Companhia do Alto Douro. Em 1834 foi incumbido de elaborar um relatório acerca das negociações diplomáticas para o reconhecimento dos direitos reais e constitucionais de D. Maria II. Nesta missão colheu, nos documentos que teve de examinar, informações muito curiosas, que vieram também a servir lhe para a publicação de um folheto intitulado Apontanientos para a História Diplomática de Portugal, desde 1826, em que falece« o imperador e rei D. João VI, até 1834. Este folheto, de 184 páginas, fundamentado em documentos existentes no Ministério dos Negócios Estrangeiros, e outros documentos oficiais e particulares, provocou animadas polémicas. Em 1838 foi eleito senador pelo círculo de Aveiro e nomeado presidente da comissão que elaborou o código administrativo promulgado no ano de 1842. Após a restauração da Carta Constitucional, em 1842, foi eleito deputado pela província de Trás-os-Montes. Outros serviços importantes prestou, como o restabelecimento do equilíbrio financeiro do Hospital de S. José, o parecer sobre a reforma das repartições de fazenda, a redacção do contrato dos tabacos, etc. Logo que se efectuou, em 19.11.1846, a fusão do Banco de Lisboa com a Companhia Confiança, foi eleito presidente da direcção do Banco de Portugal. Em 26.9.1845 foi elevado a Par do reino. Também foi Ministro da Justiça do último ministério presidido pelo conde de Tomar. Foi ele que instituiu os tribunais de primeira instância. Quando, por um acto de força do marechal Saldanha, a Regeneração triunfou, ele retirou se da actividade política. Era conhecido pela alcunha de Félix das Velhas. Fernando Aguiar Branco reproduz a sua biografia no livro "Digressões Autobiográficas". Porto. 1997, páginas 68/70.


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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