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MACHADO, José Leon

Radicado em Chaves desde 1992, nasceu em Braga no dia 25 de Novembro de 1965. Estudou na Escola Secundária Sá de Miranda e licenciou-se em Humanidades pela Faculdade de Filosofia de Braga. Foi professor de Português nas três escolas secundárias de Chaves e actualmente é assistente da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde lecciona várias cadeiras do Departamento de Letras. Fez o mestrado na Universidade do Minho na especialização de Ensino da Língua e da Literatura Portuguesas (1997) e defendeu em Setembro de 2002 a tese de doutoramento em Linguística, tendo como texto base o Tratado de Confissom (Chaves, 1489), considerado o primeiro livro impresso em língua portuguesa. Tem colaborado em vários jornais e revistas com crónicas, ensaios, contos e artigos de crítica literária, de que se destacam o Diário de Notícias, o Diário do Minho, o Correio do Minho, o Correio dos Açores, O Aveiro, O Distrito de Portalegre (Brasil), o Semanário Transmontano, as revistas Dedalus, Critério, Cenáculo e Nós da Galiza. Colaborou ainda nos volumes colectivos The Paths of Multiculturalism (Lisboa, Edições Cosmos, 2000) e Fim do Milénio VII e VIII Foruns Camonianos (Lisboa, Edições Colibri, 2001). É coordenador do Letras & Letras, jornal actualmente publicado na Internet, e do Projecto Vercial, uma base de dados sobre literatura portuguesa. Coordenou a equipa de trabalho que realizou os CD ROMs Vida e Obra de Luís de Camões (versões 1.0 e 1.1 em 1996 e versão 2.0 em 1999) e Vida e Obra de Fernando Pessoa (versão 1.0 em 1998) publicados pela Porto Editora.
Publicou, entre outras, as seguintes obras em livro: A Sombra Sorridente (novela, 1995), Ilhado em Circe (romance, 1996), A Margem (romance, 1997), Jardim sem Muro (contos, 1997), O Sono das Árvores (poesia, 1998), Memórias Quase intimas (diário, 1995 2000), O Empreiteiro (teatro, 1998), O Guerreiro Decapitado (romance, 1999) e Fluviais (contos, 2001). Sobre Ilhado em Circe, diz Ramiro Teixeira: «esta é uma obra, um testemunho, de certo modo de existir, que de todo escapa às normas do mais elementar bom senso, pelo que acaba por ser uma produção que é tanto pícara quanto pitoresca o que conduz, ainda, a uma peculiar forma literária de realismo surrealista, pois que tal modo de viver tem por regra o absurdo e o dogma e, daí, os anacronismos existenciais e comportamentais» (Primeiro de Janeiro, 21/ 02/1999). Sobre as Memórias Quase íntimas, diz Fernando Venâncio: A «malícia que se ignora ou faz por isso é o que torna o diário de José Leon Machado o primeiro do nosso tempo» (Expresso, 29/04/2000). Sobre Jardim sem Muro, diz António Cabral: «Este Jardim sem Muro é o da solaridade total sem nublações de qualquer espécie a impedirem fruição, seja no contexto diegético, seja na leitura. Digamos que o frenesim hierático, o que nele há de flor, se vai expondo e consumindo, a cada pétala colhida» (Semanário Transmontano, 12/ 02/1999). Sobre O Guerreiro Decapitado, diz Jorge Listopad: «Estamos a milhares de anos como se não existissem numas terras rudes à volta da Brácara Augusta, no seio do conflito concreto, étnico e sentimental. Ao ler O Guerreiro Decapitado, esquecemos que a narrativa promete a história enclavinhada na História mas, afinal, o prometido é devido, com palavras simples, o eco das essências, somos contaminados pelo narrador que zela por nós "sob o impassível olhar dos deuses" do século primeiro da nossa era» (Jornal de Letras, Set. de 1999). Sobre o mesmo romance, diz Luiz Ruffato: «Na busca profunda da identidade de um povo, Machado demonstra o conhecimento e o carinho que nutre pela sua região, apresentando ao leitor uma narrativa segura, mesclando factos históricos (todos os factos são históricos, principalmente os ficcionais) a uma bela história de amor, o que torna o romance uma agradável leitura» (Jornal da Tarde, Brasil, 12/ 06/1999). Sobre Fluviais, diz António Cabral: « O fantástico, entendido no sentido restrito, como uma certa forma de desenvolver imaginativamente uma estória pela fuga à verosimilhança habitual (...) põe um sinal inapagável na escrita do autor, o qual deriva para uma visão de um mundo marcada pela decepção». E concluiu: «Aqui está o livro que, abdicando do tratamento do pormenor frásico em termos estéticolinguísticos, antes fazendo convergir todos os meios para a significação geral, num arredondamento ficcional transparente, obriga o leitor a questionar se, questionando os mistérios da vida» (Semanário Transmontano, 03/04/1998). Bibliografia sumária sobre o autor: João de Mancelos, «Sobre O Guerreiro Decapitado de José Leon Machado», em "Suplemento Açoriano de Cultura", Correio dos Açores, 25/11/1999, pp. 11-12; Ramiro Teixeira, Ficção Portuguesa Pós Abril, Lisboa, Escritor, 2000, p. 68; Onésimo Teotótio Almeida, Viagens tia Minha Era, Lisboa, Temas & Debates, 2001, pp. 149-150 e 181; Rui A. Araújo e Carlos Chaves, entrevista a José Leon Machado, em Eito Fora. n° 19. Setembro de 2001. pp. 26-31.


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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