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Transmontanos e Durienses +

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FREITAS, João José de

Nasceu em 28.5.1873 na aldeia de Paranhos, concelho de Carrazeda de Ansiães. Foi morto com um tiro de carabina, dentro do comboio que dia 15 de Maio de 1915 transportava do Porto para Lisboa o indigitado chefe do governo João Pinheiro Chagas, pois na véspera rebentara mais uma revolução em Lisboa que punha termo ao governo de Pimenta de Castro. A fatídica espera deu se no Entroncamento. João de Freitas que ao tempo era deputado na Assembleia Constituinte pelo partido republicano, ao saber que Chagas iria ser o chefe do governo, tratou de eliminar o candidato. Entrou no comboio, percorreu as carruagens onde viajava o potencial chefe do novo governo e desferiu quatro tiros de pistola que o atingiram de raspão na cabeça e lhe arrancaram um olho, ficando impossibilitado de formar governo. O deputado transmontano foi, entretanto, dominado pelo Dr. Paulo José Falcão que viajava com Chagas. Entregouo à guarda republicana que entretanto acorreu. João de Freitas ainda tentou fugir e pegar, de novo, na pistola. Mas acabou por ser morto com um tiro de carabina. O quinzenário Terra Quente, de 15 de Maio de 2002, conta este episódio e publica a sua biografia nos seguintes termos: Nasceu em 28 de Maio de 1873 na aldeia de Paranhos, concelho de Carrazeda de Ansiães. Fez o curso Liceal no Porto, ingressando depois na Universidade de Coimbra onde concluiu o curso de Direito em 1895. Foi um dos elementos da falange académica republicana que participaram na revolta de 31 de Janeiro no Porto. Pretendeu dedicar se ao ensino e para isso concorreu por várias vezes quer ao magistério primário. quer ao ensino secundário e superior. Neste último caso, tratava se de uma cadeira de Economia Política na Academia Politécnica do Porto. Para este concurso escreveu e publicou mesmo uma dissertação intitulada "A crise monetária e a circulação fiduciária em Portugal". Em qualquer dos concursos, nunca alcançou o objectivo, sendo sempre preterido. Julgando se injustamente tratado pelo poder monárquico, por questões de natureza política, decidiu se finalmente abraçar a carreira de advogado e rumou para Luanda onde estabeleceu seu escritório por algum tempo, indo de seguida para a ilha de S. Tomé onde encontrou e estreitou relações pessoais e políticas com o grande líder político republicano o Dr. António José de Almeida. Por ali permaneceu seis anos, regressando à Metrópole em 1905, sendo então nomeado professor efectivo do Liceu Central de Braga. Durante dois anos, porém, viu se impossibilitado de trabalhar devido a uma doença que contraíra em África e só em Novembro de 1909 retomaria as funções de professor. Por pouco tempo, já que, em 5 de Outubro de 1910, seria implantada a República e o Dr. João José de Freitas foi nomeado governador civil de Bragança. Pouco tempo permaneceu na capital do distrito nordestino, já que no ano seguinte foi eleito deputado pelo círculo de Braga e foi ocupar o respectivo lugar de deputado na Assembleia Constituinte. Em Bragança o lugar de governador civil passou então para o seu irmão José Joaquim de Freitas que era magistrado em Torre de Moncorvo. Logo após o Dr. João Freitas foi eleito senador e... o resto da história já os leitores conhecem. Resta acrescentar que na sua actividade política, o Dr. João José de Freitas foi colaborador de muitos jornais republicanos, nomeadamente O Mundo e a Lucta (de Lisboa), A Resistência (de Coimbra) e A República do Norte (do Porto).


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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