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Transmontanos e Durienses +

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CANEDO, João António Teixeira

advogado e Político, nasceu em Montalegre em 17.05.1928, morreu em Lisboa em 14.09.1993. Filho de António Augusto Rodrigues Canedo (médico) e de Elisa da Assunção Teixeira (professora do ensino Primário). Frequentou o liceu Sá de Miranda, em Braga, entre 1938 e 1945 e licenciou-se em Direito no ano de 1951, pela Universidade de Coimbra. Casou em 1953 com Maria Fernanda Rebelo de Morais Caldas, de quem teve oito filhos. Cedo se dedicou à política, que acumulou com o exercício da advocacia. Em 1956, tomou posse como Conservador do registo Predial, em Sabrosa, vindo a ser transferido para Montalegre em 1958. Em 1959, por nomeação do Ministro do Interior, tomou posse como Presidente da Câmara de Montalegre, cargo que desempenhou até 1971. Em acumulação, foi Procurador à Câmara Corporativa e, posteriormente, Deputado à Assembleia Nacional, até 25 de Abril de 1974. As funções profissionais não o afastaram nunca das suas ligações à Terra que o viu nascer. Ao serviço da Câmara Municipal de Montalegre patrocinou várias iniciativas de fomento da região: asfaltou todas as estradas do Concelho e electrificou a maior parte das aldeias. A sua coragem política e a sua qualidade profissional de jovem advogado sobressaem, em plenitude, na célebre questão da HICA (Hidroeléctrica do Cávado), à qual moveu um processo judicial exigindo lhe, com êxito, o pagamento à Câmara Municipal de Montalegre de uma indemnização de 17.000 contos pela ocupação ilegal dos baldios, bem como uma renda anual de valor muito significativo. Esse dinheiro viria a ser determinante para o desenvolvimento da Região Transmontana na década de 60 (estradas alcatroadas, saneamento básico, água canalizada, escolas, luz eléctrica). O livro editado na época pela Câmara Municipal de Montalegre (1961), sob o título "UM MUNICÍPIO POBRE CONTRA O PODER ECONÓMICO", (com pareceres jurídicos do Dr. João Ruíz de Almeida Garrett e alegações do Dr. João António Teixeira Canedo), constituiu demonstração pública de todos os elementos referidos no processo e que, ao tempo, provocou grande polémica nos meios governamentais. Em 1972 foi convidado pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Eng° Fernando Augusto dos Santos e Castro, para Notário Privativo da Câmara, cargo que desempenhou com elevado profissionalismo, durante mais de vinte anos, até à sua morte. Em 02 de Janeiro de 1980, foi louvado pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Enb Aquilino Ribeiro Machado (1977/1980), pelo seu desempenho ao serviço da Câmara. (louvor publicado em "Diário Municipal" n° 133304, de 08 de Janeiro de 1980, p.27). Em Junho de 1991 foi homenageado pela Câmara Municipal de Montalegre, Socialista, e agraciado com a Medalha de Honra pela sua dedicação às Terras de Barroso. A mesma Câmara decretou luto em todo o Concelho aquando da sua morte. Figura marcante e de grande influência política na região, serviu lealmente o Regime, nunca descurando, porém, os interesses reais da Terra e das suas Gentes, que serviu com absoluta isenção e abnegação pessoais.


In iii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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