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Transmontanos e Durienses +

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TAVARES, Maria Perpétua Fins

nasceu em 1 de Julho de 1955, em Chairos, freguesia das Aguieiras, do concelho de Mirandela, filha de António Ernesto Fins (agricultor das Aguieiras) e de Maria das Neves Maceira (doméstica). A instrução primária foi feita na sua terra natal e o curso liceal no ex Liceu Nacional de Chaves, onde veio a conhecer, Francisco Baptista Tavares (natural de Ferreiros, Lebução, concelho de Valpaços), com quem veio a casar em 06/ 10/1979. Neste mesmo ano concluiu a licenciatura de Assistente Social, pelo Instituto Superior de Serviço Social do Porto. Teve três filhas: Teresa Catarina (estudante de Engenharia Química no Porto, de 20 anos), Ana Rita (Estudante de Engenharia Biológica na Universidade Católica Porto, de 18 anos) e Luísa Maria (estudante do ensino secundário, de 16 anos). É ainda em 1979 que entra como Assistente Social para a Câmara Municipal de Mirandela, tendose destacado pelo seu dinamismo e grande profissionalismo, que a levaram a Chefe de Divisão. Mas para além das suas virtudes profissionais, a Doutora Perpétua, como era conhecida no meio mirandelense, foi uma mãe e esposa modelar. O seu comportamento é considerado pelos mais atentos como heróico, pela forma como enfrentou o fatalismo da doença cancerosa, que durante cinco anos lhe minou o corpo, enquanto a alma se fortalecia mais e mais, no meio de um mar de sofrimento. Perante a doença nunca esboçava um queixume, manteve se sempre no seu posto de trabalho, procedendo sempre como se estivesse sadia, mesmo com o corpo retalhado de várias intervenções cirúrgicas, chegando ao cúmulo de confortar os que fraquejavam, quando dela se abeiravam. Das primeiras decisões que tomou, quiçá a mais corajosa, foi informar as filhas da sua terrível doença e preparálas para viverem sem ela. Foi, talvez, à sua forte formação moral e à fé em Deus, que deve ter ido buscar tanta força e tanta dignidade para aceitar e conviver com a doença feroz e implacável. O padre António Augusto Ribeiro, que a assistiu espiritualmente na doença, referiu se a ela como católica exemplar e mãe corajosa. A Dr.e Perpétua ficou na memória da maioria dos mirandelenses como uma heroína do sofrimento e uma "Senhora" de grande dignidade, emocionando todos os que a conheciam na região, quando souberam da sua morte, ocorrida em 28/01/1998. Ao seu funeral acorreram imensos políticos e personalidades, bem como imenso povo anónimo, ocupando o cortejo fúnebre de viaturas alguns quilómetros, até à sua terra natal. A Santa Casa da Misericórdia de Valpaços deu o seu nome a um lar de idosos de Lebução Valpaços. Não se consegue perceber a atitude da Câmara Municipal de Mirandela em não fazer uma justa homenagem e em não incluir na toponímia da cidade, esta sua ex funcionária dedicada, grande mirandelense, grande referência de mãe e de mulher exemplar.
Jorge Lage


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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