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Transmontanos e Durienses +

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SERRA, João Avelino da Rocha Cunha

nasceu em Vila Real, no ano de 1918, e ali fez com altas classificações o seu curso liceal. Licenciou se em Engenharia Electrotécnica. pelo IST. em 1942, tendo lhe sido atribuído. ex aequo, o Prémio Saraiva de Carvalho. para o melhor licenciado da especialidade daquele ano. No IST, a convite do Professor Ferreira de Macedo, exerceu as funções de Assistente de Matemáticas Gerais no ano lectivo de 1942/43. Entrou, depois, ao serviços dos Correios, Telégrafos e Telefones (CTT) onde chefiou (a partir de 1955) a l.a Repartição da Direcção dos Serviços Técnicos (responsável pelos equipamentos da comutação telefónica e transmissão, pelo Laboratório da Direcção e pela formação de electricistas) e, a partir de 1970, passou a chefiar a 3.a Divisão da Direcção dos Serviços de Telecomunicações (ficando os equipamentos de transmissão para nova divisão). Conduziu o projecto, a automatização e a conservação da quase totalidade das estações telefónicas da área dos CTT. Teve também responsabilidades especiais no Centro de Estudos de Telecomunicações dos CTT, de cuja actividade resultou, além de outros efeitos, um grande crescimento da indústria nacional do sector. Em 1974 exerceu as funções de Presidente do Conselho de Gerência dos CTT e dos TLP e, no final do ano, ficou Administrador das mesmas empresas, paras as telecomunicações. No fim desta comissão passou a Inspector Geral de Correios e Telecomunicações, a mais elevada categoria dos CTT. Nesta empresa iniciou as acções de cooperação delas com os serviços congéneres dos PALOP Na sua actividade técnica chefiou diversas missões de representação, em várias empresas e organismos internacionais de correios e telecomunicações. em numerosos países europeus e também em Angola, Cabo Verde e Guiné Bissau. Aposentou se no limite de idade. em 1988, tendo sido nessa ocasião agraciado com a Medalha de Mérito dos CTT Classe Ouro; foi, depois, Consultor dos CTT, durante algum tempo. Fez parte da Comissão Organizadora do Congresso do Ensino de Engenharia, que decorreu no IST em 1962 e que teve reflexos importantes na posterior orientação daquele ensino. Na Ordem dos Engenheiros, teve uma participação muito activa e bastante variada. Assim, começou por ser membro da Secção Cultural de Engenharia Electrotécnica de Lisboa, durante alguns mandatos, e bateu se pela situação dos seus colegas funcionários públicos e pela solução do desemprego na classe. Fez parte da Comissão de Revisão dos Estatutos da Ordem, nomeada pela respectiva Assembleia Geral, em Janeiro de 1955, e que terminou os seus trabalhos em Junho de 1856. A publicação em Setembro seguinte, de novos Estatutos que não consideravam as propostas da Ordem e extinguiam o Sindicato Nacional dos Engenheiros Geógrafos e a Associação dos Engenheiros Civis Portugueses, com a incorporação dos seus bens no património daquela, provocou uma grande crise que durou até 1963, altura em que uma Comissão Administrativa da Secção Regional de Lisboa de que foi o membro impulsionador, lhe pôs termo, através da realização de eleições para os respectivos órgãos regionais. Presidiu à Secção Regional de Lisboa de 1969 a 1974. Foi Delegado da Ordem dos Engenheiros às Corporações da Indústria e dos Transportes e Turismo, de 1970 a 1974. Durante este período desenvolveu muito a acção sindical, sobretudo abrindo colaborações com outros sindicatos e iniciando a celebração de acordos colectivos de trabalho. Finalmente, eleito em 1973 para Bastonário da Ordem, exerceu as suas funções de 1 de Fe*reiro de 1974 a 23 de Julho de 1976. Neste período, orientou a redacção do novo Estatuto da Ordem (já sem funções sindicais, como impunha a Constituição) e a do Estatuto do Sindicato dos Engenheiros da Região Sul, de que foi o membro fundador ri.' 1. De 1974 a 1988, foi Presidente do Conselho Geral da Caixa de Providência dos Engenheiros. No período de 1978 a 1985, foi Vereador da Câmara Municipal de Lisboa e de 1985 a 1989, membro da respectiva Assembleia Municipal. Eleito Membro Emérito da Academia de Engenharia, em 1996. Foi membro activo de várias associações de carácter cultural e social, com destaque para o Conselho Português para a Paz e Cooperação e a Liga Portuguesa de Deficientes Motores; defendeu, também, a lavoura duriense e exerceu várias funções, a nível dirigente, na Casa do Douro.


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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