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ROSA, Francisco Gonçalves

nasceu em Codeçoso, concelho de Montalegre em 06 10 1947. Aí fez a instrução primária. Depois de passar por um colégio religioso foi para os U.S.A., onde prosseguiu estudos universitários. Tirou diversos cursos e enveredou por diversas actividades até atingir uma posição das mais prestigiadas da alta finança internacional. O Povo de Barroso, na sua edição de 31 08 1999, dedicou lhe toda a última página que a seguir se transcreve: "A voz pousada e baixa parece reflectir o peso das responsabilidades. A sua pretensão que reserva ao contacto com as pessoas diz com facilidade da sua forma de ser, de estar. Quase duas décadas de carreira numa das maiores e mais prestigiadas multinacionais do mundo, a Philip Morris, não lhe roubaram o carácter e a personalidade que a outra metade da sua vida ajudou a moldar. Nasceu em 1947, em Codeçoso, de Meixedo, aldeia de Trás os Montes, onde a Família Rosa tinha raízes. Os elos de ligação aos Estados Unidos e, de certa forma, à emigração, não aconteceram por acaso. A mãe nasceu na América, filha de emigrantes portugueses, e veio mais tarde viver para Portugal. Francisco Rosa, um em quatro irmãos, resolveu emigrar para a América em 1968 depois de, em Portugal, ter feito 0 Liceu e dois anos de Universidade. O país não lhe era absolutamente estranho; já tinha ali vivido nos anos 50. "Uma certa frustração pelo sistema político e económico de Portugal" provocou a partida. Trabalha dois anos para sustentar os estudos universitários, que prossegue na University of Connecticut. Em 1971, como aluno de quadro de honra, leva para casa o diploma e o bacharel. Interrompe a formação académica para entrar para as forças armadas dos Estados Unidos, onde em 1973 é oficial. No exército, as suas qualidades. de chefia e responsabilidade ressaltam à vista, uma vez que se torna responsável pelas comunicações entre a base na Califórnia em que estava colocado e a Casa Branca, o Congresso e os Governadores dos Estados da União. Três anos depois, é convidado a ocupar funções no Pentágono, em Washinton, DC. Resolve que a vida militar não era o que queria do futuro, vende o seu carro desportivo e consegue admissão na London Business School, na University of London, Inglaterra. Em dois anos tem nas mãos um diploma novo, com o qual volta à América corria o ano de 1978. Meses depois, começa a carreira em Nova Iorque na Philip Mor ris, como analista financeiro na sede da em presa localizada numa das áreas de maior prestígio comercial do mundo, a Park Ave nue em Midtown Manhattan. Em 1982, é indicado para o seu primeiro posto no estrangeiro. Está dois anos na Colômbia, numa fase inicial como gerente financeiro e posteriormente como gerente geral. Em 1984, prossegue a cobertura de postos de chefia na América Latina ao ser colocado na Venezuela como gerente geral da Philip Moais. Numa volta de 360 graus, vai para o Japão como Presidente da Multinacional "Philip Moais Aia", com sede em Tóquio. No regresso a Nova Iorque, assume o cargo de Vice Presidente de estratégias para a América Latina, Europa do Leste, Médio Oriente e África. Em 1990, a Philip Morris cria uma equipa de altos executivos encarregados pelos negócios do conglomerado na América Latina, até então subdividos em três presidências distintas. Na reestruturação, Rosa assume a vice presidência de planeamento e finanças. Em 1993 é colocado em Caracas, responsável pela fatia de mercado da Venezuela, Colômbia, Equador e República Dominicana. Quando, em 1995, explode a crise financeira no México, a Philip Morris nomeia o Vice Presidente para a América Latina, Presidente e CEO da Philip Morris México e da Kraft Foods de México. Sob a sua gerência, está ainda toda a América Latina, parte das Caraíbas e a República Dominicana. Francisco Rosa chegou a uma posição de alta responsabilidade tio universo das multinacionais. Poucos emigrantes portugueses estarão na mesma cadeira que ele: tem sob a sua responsabilidade 14 empresas, com 9.500 funcionários e livros de $1.7 biliões de dólares. Engloba a Philip Morris (dos famosos cigarros Marlboro), a Kraft (produtos alimentares), a Miller (produtora de cerveja) e a Jacobs Suchard (dos famosos chocolates Toblerone) ".


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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