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Transmontanos e Durienses +

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RELVAS, Carlos

não nasceu em Vila Real, mas por Vila Real se apaixonou, como fotógrafo. E ainda hoje as suas fotografias fazem história. Assim o afirmou Elísio Amaral Neves, numa comunicação que proferiu na tertúlia "História ao Café", em 09 12 1997. Nessa palestra disse que Vila Real se familiarizou cedo com a fotografia, devido à sua proximidade com o Porto. A partir dos meados do séc. XIX começaram a instalar se atelliers franceses, italianos e espanhóis. Mais tarde, pelos anos 60, outros fotógrafos chegaram, divulgando e vulgarizando a nova técnica, vendendo material fotográfico e instalando estudos temporários, um pouco por toda a província. E o comunicador traçou uma história interessante, acabando por salientar Carlos Relvas, como se pode ver: "Também a localização de Vila Real na rota das estâncias termais, onde os fotógrafos afluíam para fotografar a clientela de aquistas abastados, possibilitou um contacto cada vez mais frequente da vila com fotografia. Aqui acabaram por montar ateliers temporários, entre outros, a Photographia Transmontana, de T.A Pacheco, em 1873, na Rua de Santo António 32; a Photographia Olivenza, em 1879, na Rua das Flores 18; T. Santhiago, em 1888, no Hotel Central; Ernesto Pereira da Silva & Irmão, em 1897, no estabelecimento de Teixeira & Irmão, na Rua Central. Estas presenças em Vila Real acabaram por conquistar algumas pessoas locais para a fotografia. De entre eles, é justo citar um homem curiosíssimo, António Narciso Alves Correia, tipógrafo, inventor, viajante incansável, comerciante estabelecido na Rua Direita, números 36 a 40, e entre finais dos anos 60 e anos 90 activo fotógrafo. Éigualmente justo citar Maximiano Lopes dos Santos, que se associa à firma Sala & Irmão, do Porto, abrindo um atelier chamado Nova Photographia Villarealense em 31 de Janeiro de 1886, na Rua Direita. números 26 e 28. E também alguns fotógrafos amadores, como António Lopes Martins, Alfredo Artur da Silva Melo e João Baptista Vaz de Carvalho. Entretanto, as beneficiações nas vias de comunicação estimulam o jornalismo de viagens a enviar escritores e fotógrafos à província. Sousa Pinto e Carlos Relvas são dois exemplos, respectivamente, de escritor e fotógrafo interessados na paisagem rural e urbana que passaram por Vila Real. Carlos Relvas, grande lavrador ribatejano, sportsman e fotógrafo amador, veio aqui uma primeira vez, em princípios 1877, a fim de tomar algumas vistas do Marão com neve, destinadas à Exposição Universal de Paris no ano seguinte. Simplesmente, o objectivo gorou se, porque a neve entretanto derretera com as chuvas abundantes que caíram. Mas, em 1891, está de novo entre nós, por ocasião da Feira e Festa de Santo António".


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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