O Semanário de Trás-os-Montes e por excelência da Região Demarcada do Douro
Notícias do Douro Notícias do Douro
Notícias do Douro
Dolce Vita
[ Inquéritos ][ Fórum ][ Farmácias ][ Futebol ][ Agenda ][ Tempo ][ Pesquisa ][ Assinaturas ][ Publicidade ][ Ficha Técnica ][ Horóscopo ]
Transmontanos e Durienses +
Noticias do Douro
Pesquisa
Livro

Transmontanos e Durienses +

R


RAPAZOTE, António Manuel Gonçalves Ferreira (1910 +)

nascido em Bragança, licenciou se em Direito pela Universidade de Coimbra (1932). Advogado (desde 1933) e lavrador. Afirmou se politicamente no movimento radical de direita de Rolão Preto. Apesar da dissolução oficial, em 1934 e por imposição de Salazar, do Movimento Nacional Sindicalista português, Rapazote foi um dos jovens "camisas azuis" que fez com sucesso a transição política para o Estado Novo. Foi funcionário do INTP durante mais de dez anos. Durante os anos 40 e 50 exerceu advocacia nas comarcas de Bragança, Évora e Lisboa, tendo se evidenciado na defesa de causas sobre o direito de propriedade. Foi Presidente da Comissão Concelhia da UN de Évora e deputado à AN nas últimas legislaturas (a partir de 1961). Entretanto, para além de dirigente da Cooperativa de Produtos Agrícolas do Vale do Sorraia, foi Delegado do Procurador da República (19571968), representante do Conselho Municipal de Évora e Juíz dos Tribunais do Trabalho e de Contas. Tornou se Ministro do Interior a 19 08 1968, no último governo de Salazar, e aí se manteve durante quase todo o consulado de Marcelo Caetano, até à exoneração (a 07 11 1973). Considerado um Ministro do Interior da "linha dura", foi um dos principais responsáveis pela vaga repressiva de 1971 1973. Teórico da "doutrina nacionalista", enunciou a sua postura política como integralista e defendeu o Estado Social e Corporativo. Entendia a renovação política como "fixação das estruturas tradicionais", e pugnou pela acção autoritária do poder central sobre a administração local. Apesar das suas convicções monárquicas, elegeu como "chefe" incontestável o "presidente do Conselho". Depois do 25 de Abril de 1974 exilou se em Madrid, e terá então colaborado activamente no processo contra revolucionário, através da sua suposta ligação a várias organizações de extrema direita nacionais e estrangeiras.
BIBL.: António M. Gonçalves Rapazote, Do Município à Nação, Lisboa, 1973.
Daniel de Melo In Dicionário de História do Estado Novo


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

(C) 2005 Notícias do Douro - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
Design: Notícias do Douro. Email do Jornal: noticias.do.douro@netc.pt