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MORAIS, Jaime Alberto de Castro (1882-1973)

Médico e Oficial da Armada, nasceu em Chacim, Bragança. Revolucionário do 5 de Outubro de 1910 e activo combatente contra a Ditadura e o Estado Novo. Concluído o curso de Medicina no Porto, em 1904, ingressa na Armada, tendo atingido o posto de Capitão Tenente em 1917. Como militar salientou se, no início do século, nas "campanhas de pacificação" da Guiné e Angola. Durante a I República foi Governador do Distrito do Congo (1914), Governador Geral Interino de Angola (1917) e Governador Geral da índia (1919-25). Em 1919 combate, em Chaves, a Monarquia do Norte. Após 1926 revelase contra a Ditadura, sendo um dos líderes revolucionários de 3 de Fevereiro de 1927 no Porto. Em 1928 é demitido da Armada e deportado para S. Tomé, em virtude de pertencer ao Comité revolucionário que conspirava contra a Ditadura. Evade se da ilha e ruma a Paris, permanecendo em França até 1931. Com a instauração, naquele ano, da II República em Espanha, instalase em Madrid, constituindo com Jaime Cortesão e Moura Pinto um triunvirato revolucionário os conhecidos "Budas". Acusado de implicação na compra de armas para os revolucionários portugueses (incidente do barco Turqueza) é obrigado a sair para França, de onde voltará após o início da guerra civil em Espanha. Em Novembro de 1936, já em plena guerra civil. é subscritor do Manifesto publicado no jornal El Sol em que os emigrados se solidarizam com a República espanhola e se demarcam da política salazarista. Nesta altura assinala se a sua presença em Madrid e Paris, em reuniões unitárias com vista à criação da Frente Popular Portuguesa. Com o decorrer da guerra civil é obrigado a deslocar se para Barcelona, onde é repórter do jornal UNIR da Frente de Portugueses Exilados. Desde 1930 são referidas as suas vindas clandestinas a Portugal para contactar grupos militares e civis revolucionários. Em 1938 é autor do Plano L que visava a invasão de Portugal, por terra e mar, com o apoio dos republicanos espanhóis. Com a derrota destes últimos é internado num campo de concentração espanhol, conseguindo contudo libertar se e ganhar a Bélgica, já que desde 1935 se encontrava com ordem de prisão em França. Em 1940 é preso em Vilar Formoso quando se preparava para entrar no país e depois expulso do território nacional, iniciando um segundo exílio no Brasil. Em 1945 é observador dos portugueses exilados no Brasil à Conferência de S. Francisco, desenvolvendo uma vigorosa campanha junto da comunidade internacional com vista ao derrube de Salazar. Na sequência da amnistia de 1950 é reintegrado, como capitão tenente, na situação de reforma. Visita o país em 1952 e volta ao Brasil onde desenvolve actividades comerciais.
Luís Manuel Farinha In Dicionário de História do Estado Novo


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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