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MANSO, O. Carmo Abílio José (Frei Elias)

Presbítero, nasceu em Felgar (Moncorvo) em 10.11.1910 e faleceu em Lisboa em 27.08.1998. Filho de Maximino Augusto Manso e de Albertina da Ressurreição Bento, frequentou os Seminários Diocesanos de Vinhais e de Bragança, sendo ordenado sacerdote (14.08.1938),logo assumindo a paroquialidade, por nomeação do seu bispo. Nesta qualidade desenvolveu grandes esforços para que as Monjas Carmelitas Observantes fundassem um mosteiro em Torre de Moncorvo, inaugurado em 1947, com o nome de Carmelo da Sagrada Família, depois de aceite pelo Bispo D. Abílio das Neves. No processo, o P.e Elias contou com a ajuda extraordinária de D. Sílvia Cardoso, ora em processo de beatificação. Vocacionado para a vida religiosa, e decerto por influência das monjas, abandonou a vida de padre secular, para ingressar na Ordem dos Carmelitas Observantes, onde tomou o nome de Fr. Elias, em 16.09.1955, depois de cumprido o noviciado em Braga, onde professou os votos de pobreza, obediência e castidade. Nomeado professor no Seminário da sua Ordem na Falperra (Braga) professou solenemente (23.09.1958) na Casa Beato Nuno (Fátima). Foi então nomeado VicePostulador da Causa de Canonização do Beato Nuno de Santa Maria (Nuno Álvares Pereira). Nesta qualidade percorreu todo 0 país, de lés a lés, peregrinando por todas as dioceses com as "relíquias" de Beato Nuno, em grandiosas jornadas de fé e de patriotismo, durante dois anos (1962 e 1963). Terminadas as jornadas, foi encardinado na diocese de Beja, sendo colocado na Casa da sua Ordem de Lisboa (1969). Além dos serviços internos, prestou colaboração intensa na vida sacramental da nova paróquia de N .a S.a de Fátima (Lisboa), onde era confessor muito estimado dos penitentes. De 15 de Agosto de 1972 a Janeiro de 1975 assumiu o encargo das paróquias de Frielas (muito antiga) e de outra em fundação (Santo António de Cavaleiros para cuja vida inicial contribuiu com grandes méritos, sobretudo espirituais), no concelho de Loures. Presidiu ao Matrimónio e à celebração das bodas de prata matrimoniais de quem assina esta entrada. Acometido por grave doença renal, viveu os últimos anos recluído no Convento de Lisboa (na paróquia de Santa Isabel) mas todos os dias, até pouco antes de falecer, se deslocava de autocarro à Paróquia de N.a S.a de Fátima, para ouvir em confissão. Deixou um testemunho, escrito de propósito para os estudantes carmelitas, policapiado "A Vivência do meu Sacerdócio" em que exprime a sua radical "vocação de santidade". Jaz no Cemitério de Benfica (Lisboa).
Pinharanda Gomes


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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