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Transmontanos e Durienses +

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MACHADO, Carlos Maria Pereira

nasceu no solar da Barca do Lago, freguesia de Gemeses, concelho de Esposende, em 05 04 1891. Faleceu na Venda Nova, em 2505 1972. Casou em Salto, concelho de Montalegre, em 14 09 1919, com a Barrosã Maria da Conceição da Silva Monteiro, filha de um abastado comerciante cujo estabelecimento deu origem ao lugar da Venda Nova que foi, durante muitos anos. o epicentro do Baixo Barroso. Aí se fixou Carlos Machado, a colaborar com o sogro. em 1922. a ele se ficando a dever o grande desenvolvimento da actividade não só do comércio como do agregado populacional periférico. Até aí chegava a primitiva viatura que procedia de e para Braga. Os Barrosões que provinham de fora só tinham transporte até à Venda Nova. Os que partiam era aí que iam apanhar esse único transporte para o resto do país. A concessão foi atribuída a Carlos Machado que mais tarde a prolongou até à Vila da Ponte. Essa concessão tinha a sede em Braga, no Largo do Rechicho e era chefiada por Luís Gonzaga Caseiro, ex sargento da GNR que fora expulso da Corporação por razões políticas. A Empresa de transportes teve várias ~ iaturas, a gasolina e a gasóleo, chegando a ter necessidade de adaptar uma delas a gasogéneo, por alturas da II Guerra Mundial. Quando ainda jovem foi membro da então Polícia de Investigação Criminal. chegando a ser chefe da PSP de Braga (e o mais novo do país). Por razões políticas teve que abandonar a Instituição. Ias foi na qualidade de chefe da PSP que foi destacado para prestar serviço nas Minas da Borralha, onde ganhou raízes. Foi nessa altura que conheceu a esposa. Foi correspondente de vários jornais regionais e nacionais. nomeadamente do Século. Nos anos trinta. a sua residência foi alvo de uma vistoria por parte das forças de segurança, após denúncia de anónimos. Ele apresentou se wluntariamente na PSP de Braga e foi entregue à Pide que algum tempo depois o julgou por lhe terem encontrado em casa um livro. em Francês, sobre o Ditador (que ridicularizava Hitler). Em 1936 apresentou se a concurso nas festas de S. João de Braga. com um rancho folclórico que ele próprio organizou na zona da Venda Nova. ganhando o segundo prémio. Criou as festas da Venda Nova que ainda se fazem no dia 29 de Junho, em honra de S. Pedro. bem como a feira semanal que ocorre em 15 de cada mês. Em 1942/43 vendeu todas as propriedades e a concessão da Viação Auto Motora de Braga, radicandose na cidade dos arcebispos. Tudo pelo desânimo a que chegou, de certa forma gerado pela balbúrdia em que se transformara a exploração das Minhas da Borralha. Em Braga funda uma nova empresa relacionada com a comercialização de produtos da região de Barroso. Ainda hoje continua a existir essa firma: Campos Ferreira e Machado, Lda. Em 1944/45 regressou a Terras do Baixo Barroso. Anos depois sofria novo desgosto porque a Venda Nova que gerara era submersa pela Barragem do mesmo nome. Essa alteração fez com que construísse uma vivenda em Pondras que ficou conhecida pelo Castelo (1946/47). Foi por essa altura que conviveu com figuras de proa da região: P.e Francisco Martins Caridade, veterinário Aníbal Pereira da Silva, etc.. A Barragem da Venda Nova foi inaugurada em 1951 e Carlos Machado assistiu às três fases por que passou a Venda Nova, durante os mais de trinta anos que viveu nessa importante zona do baixo Barroso, onde repousa em jazigo de Família. Era irmão de outro ilustre transmontano: Alberto Machado (ver 1 Volume) e pai do Eng.° Avelino Monteiro Machado, proprietário da Casa da Torre, em Pedraça, carregada de história, pois nela viveram Nuno Álvares Pereira e sua mulher Leonor Alvim e aí nasceu D. Brites (filha de ambos) que viria a casar, em 1401, com D. Afonso, fundador da poderosa Casa de Bragança.


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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