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GUARDIOLA, Maria Baptista dos Santos (1895-1987)

Nasceu em Bragança. Licenciada em Ciências matemáticas pela Universidade de Coimbra, começou por ser professora liceal, a partir de 1920 até 1941, nos liceus femininos de D. Maria em Coimbra. Garrett em Lisboa, Carolina Michaelis no Porto e Maria Amália Vaz de Carvalho. em Lisboa, onde desempenhou, de 1928 a 1946, o cargo de reitora. Em 1930, foi nomeada vogal do Conselho Superior de Instrução Pública e, em 1936 (até 1940), vice presidente da 3.a Secção da Junta da Educação Nacional. No campo da educação, foi ainda inspectora do Ensino Liceal, membro da Comissão Permanente das Obras Circum Escolares do Ensino Superior e, entre Maio e Setembro de 1949, reitora e presidente do Conselho Administrativo do Liceu Rainha Dona Leonor, na altura da fundação do liceu. Uma das três únicas mulheres deputadas da Assembleia Nacional juntamente com Domitília de Carvalho e Maria Cândida Parreira , desde a I Legislatura (1935-36) até 1945, participou nessa qualidade no debate da reforma educativa encetada, em 1936, por Carneiro Pacheco, o novo titular da pasta da Instrução futuro Ministério da Educação Nacional. Defensora do princípio da "educação integral" e "nacionalista" das raparigas. Maria Guardiola defendeu, contra a separação da Igreja e do Estado, que o ensino estatal se orientasse pelos "princípios da doutrina moral e cristã tradicional do país". No ensino primário, propôs, nomeadamente, a adopção do livro único de História e pugnou pela limitação do poder do Estado a favor do "fortalecimento do poder dos pais e dignificação da família". No ensino secundário, participou também na reorganização do programa de educação física. Mas, Maria Guardiola foi sobretudo a mulher com maior importância política no regime salazarista e a mais paradigmática dirigente das organizações femininas do Estado Novo. Em 1937, foi nomeada vogal da Junta Central e vice presidente da recém criada Obra das Mães para a Educação Nacional, cargo que ocupou até à extinção da organização, em 1974. Em Setembro de 1937, chefiou uma missão de estudo da OMEN a Itália para se inteirar da política fascista relativamente às raparigas. No regresso, foi nomeada comissária nacional da recém criada Mocidade Portuguesa Feminina, organização que dirigiu de forma carismática até 21 de Dezembro de 1968, quando foi exonerada a seu pedido. Irene Flunser Pimentel In Dicionário de História do Estado Novo


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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