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Transmontanos e Durienses +

G


GONÇALVES, Bento (1902-1942)

Operário e sindicalista do Arsenal da Marinha, com uma sólida formação marxistaleninista, filiou se no PCP em 1928 e foi um dos principais impulsionadores da conferência de reorganização do partido em 1929, sendo posteriormente eleito secretário geral. Membro ideológico da primeira reorganização "bolchevizante" do partido, procurou dotar o PCP de uma linha ideológica, organizativa e táctica de carácter leninista. Combateu as tendências anarcosindicalistas e a prática de actos isolados de terrorismo, bem como a adesão e apoio aos golpes militares reviralhistas. Os seus esforços conduziram se no sentido de afirmar o PCP como força política autónoma e preparar o início da hegemonia comunista no movimento operário, através de uma organização com base em "célula” de fábrica e da criação da Comissão Intersindical para aglutinar os sindicatos de orientação comunista. Deu grande atenção à formação teórica dos quadros e a doutrinação dos militantes, por meio de uma extensa propaganda, em que se inclui o início da publicação do Avante!, e procurou impor uma estreita disciplina e os cuidados conspirativos necessários para que o aparelho partidário, com os apoios logísticos imprescindíveis, pudesse resistir na clandestinidade sem perder a "ligação às massas". A sua tentativa de "bolchevização" foi todavia dificultada pela prisão sofrida (1930-1933) e esbarrou, em parte, nas concepções e práticas anarco sindicalistas profundamente enraizadas na cultura política da maioria dos militares comunistas dos anos 30, como se verificou durante a tentativa de "greve geral revolucionária" de 18 de Janeiro de 1934. Em 1935 participou no VI Congresso da Internacional Comunista, em Moscovo, mas não pôde por em prática as resoluções aí aprovadas por ter sido preso logo no seu regresso ao país, juntamente com José de Sousa e Júlio Fogaça, os outros dois membros do secretariado do PCP. Foi condenado pelo Tribunal Militar Especial a seis anos de prisão e deportado para o campo de concentração do Tarrafal, onde redigiu Palavras Necessárias (a primeira visão marxista leninista da história do movimento operário português) e Duas Palavras (uma análise crítica da actividade do PCP desde 1929). Morreu no Tarrafal quando o tempo de prisão já excedia a pena a que fora condenado.
João Brito Freire In Dicionário de História do Estado Novo


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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