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DACOSTA, Luísa (1927, Vila Real).

Professora do Ensino Preparatório. Colaboradora do Colóquio/Letras, O Comércio do Porto, Diário Popular, Jornal de Notícias. Raiz e Utopia. Seara Nova, etc. Traduziu Nathalie Sarraute e Simone de Beauvoir. A partir de 1972, dedica se à literatura infantil. escrevendo e organizando colecções de livros para crianças. A sua obra literária. que começa em 1955, com a publicação da colectânea de contos intitulada muito si gnificativamente Província, reflecte. antes de mais a influência de Irene Lisboa. autora com a qual Luísa Dacosta se identifica e sobre a qual escreseu desde muito cedo. na revista Seara lVova. a propõsito de Título Qualquer Serve (1958 ), revelando a sua capacidade de "Mover multidões através de uma só personagem". Também na obra de Luísa Dacosta, uma só personagem, frequentemente confundida ou mesmo assumida como sendo a própria autora narradora. reflecte no seu íntimo as mais inapreensíveis vivências colectivas. Por outro lado, essa captação dos pequenos nadas quotidianos. tendo como pano de fundo social a pro\ íncia e como obsessão imagética o mar e os recantos de praias mágicas da infância (leia-se sobretudo as crónicas de A Ver o Mar). centra se também nas frustrações e na solidão da mulher, como se constata sobretudo em Corpo Recusado (1985). Oscilando constantemente entre o conto, a crónica e o diário (embora este seja claramente definido como séncro em Na Água do Tempo, livro de 1992, a obra de Luísa Dacosta pode, no seu conjunto, ser considerada de extrema coerência, como nota Paula Morão: "pense se no comum modo de construção de Província (...), Vóvó Ana, Bisavó Filomena e Eu (...), A Ver o Mar (...) e (...) Corpo Recusadodo, todos abertos por um texto que pode ler se como um prefácio, como um quase programa de cariz autobiográfico, a que se vêm agregar depois as crónicas ou contos que formam o corpo de cada livro, que surge assim como um mosaico refulgente ou como as pedrinhas translúcidas do caleidoscópio que é o mundo retratado”. ( in viagens na Terra das Palavras, p.124).
OBRAS PRINC.: Ficção: Província. contos. Porto. 1955; Vovó Ana, Bisavó Filomena e Eu. contos. Lisboa, 1969; Corpo Recusado, contos. Porto, 1985. Crónicas: A Ver o Alar. Porto. 1980: Morrera Ocidente, Porto. 1990. Diário: Na Água do Tempo, Lisboa, 1992. Ensaio e crítica: Aspectos do Burguesismo Literário. 1959: Notas de Crítica Literária, 1960.
Bibl.: Poppe, Manuel, "Luísa Dacosta Uma poética delicadeza: Vovó Ana, Bisavó Filomena e Eu", in Temas de Literatura Viva, Lisboa. 1982: Morão, Paula. "Luísa Dacosta Sobre Vovó Ana, Bisavó Filomena e Eu, Sobre Província, Sobre Corpo Recusado". in Viagensr na Terra das Palavras, Lisboa. 1993.
A.M.M.



In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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