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COSTA, Laurindo José da

nasceu na freguesia de Castelo Branco, concelho de Mogadouro, em 12/9/1919. Faleceu em 10/6/1993. Frequentou a Escola Primária da sua aldeia re velando se logo pela sua inteligência. Tendo o seu professor primário (de quem guardava grandes recordações) aconselhado seus pais a que ele deveria prosseguir os estudos. Ingressou no Seminário de Vinhais e mais tarde no de Bragança. Formou se em Teologia e como aluno distinto que era, os seus superiores hierárquicos pensavam encaminhá lo para Roma, a fim de se doutorar. Porém, decidiu não seguir o sacerdócio. Ainda em Bragança concluiu, num só ano lectivo e com altas classificações, O 7.° ano dos liceus de Ciências e Letras. Em seguida fez o exame de aptidão às Faculdades de Direito e Letras da Universidade de Coimbra, tendo sido admitido, optando no entanto, pela última. Em 1948 terminou a licenciatura em Filologia Clássica. Também na Faculdade de Letras fez o curso de Ciências Pedagógicas, destacando se sempre como aluno brilhante. Posteriormente, apresentou se às provas de admissão do estágio Pedagógico do Liceu D. João III, que frequentou durante dois anos, culminando com o Exame de Estado. No liceu Normal D. João III, evidenciou se de tal forma que logo após o estágio. ficou ali colocado e nomeado em comissão de serviço Director da Escola do Magistério Primário de Vila Real. Nesta Escola regeu as cadeiras de Pedagogia, Didáctica Geral e de Psicologia Aplicada àEducação. Apesar de jovem, desenvolveu este cargo de Outubro de 1949 a Dezembro de 1953, com a maior eficiência, aprumo e dedicação. Na ânsia de conhecer "novas terras e novas gentes", concorreu para o então Ultramar e em Dezembro de 1953 embarcou para a índia como professor do 1.° grupo do Liceu Nacional Afonso de Albuquerque na cidade de Goa. Ali, depressa se notabilizou como pedagogo distinto, sendo nomeado Reitor do Liceu. Era também sócio correspondente do Boletim do Instituto Vasco da Gama e colaborador da revista "Por do Sol". Tornou se uma personalidade de prestígio, respeitada e admirada pelos seus dotes oratórios, vasta cultura e trabalho de pesquisa. Era convidado para proferir discursos e conferências sobre temas diversos, dos quais destacamos: Aspectos sociais mais salientes de Goa as suas lendas e os seus hábitos (alocução na sessão solene de abertura das aulas do liceu); Presença de Portugal nos poetas de Goa (Publicada na revista ALA e ainda, pelo seu interesse, pela Imprensa Nacional de Goa); IV Centenário de S. Inácio de Loiola (Publicado pela tipografia Rangel Bastorá Goa). Em 1958, e por concurso, foi colocado nos Açores, no Liceu Nacional da Horta. Exerceu, em acumulação, os cargos de Reitor e Director da Escola do Magistério Primário. Permaneceu na Horta até Outubro de 1959 e também ali o seu entusiasmo pelo ensino e sentido de justiça, deixaram marcas inesquecíveis. Ao deixar os Açores foi convidado para Reitor do Liceu de Bragança e só não aceitou o convite porque, entretanto, se apresentou às provas de um concurso aberto pelo Ministério do Ultramar, para Chefe de Departamento do Ensino Liceal. Ficou admitido e colocado em Moçambique. Exerceu esta função durante 18 anos, e sempre com classificação de muito bom. Em acumulação exerceu, durante algum tempo o lugar de Director dos Serviços de Educação. Paralelamente outros cargos lhe foram confiados: Vogal do Conselho Económico Social; Vogal da Comissão de Classificação dos Espectáculos; Presidente de Pureza da Língua Portuguesa; Director da revista "Seiva", onde escreve inúmeros artigos de interesse pedagógico, literário e religioso; Membro da Direcção da Sociedade de Estudos, onde participou em inúmeros colóquios e proferiu várias conferências algumas publicadas pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade de Lourenço Marques; Representante de Moçambique no IV Congresso do Ensino Liceal realizado em Aveiro. A sua comunicação versou sobre "Aspectos peculiares do Ensino Liceal em Moçambique e as suas perspectivas futuras"; Presidente da Junta Arquidiocesana de Acção Católica; Professor de Literatura Portuguesa no Seminário de Lourenço Marques; Colaborador da Rádio Clube de Moçambique, proferindo palestras em "Alguns minutos de espiritualidade", sobre o Culto de Nossa Senhora. Em 1976 regressou a Portugal, fixando residência em Paço de Arcos. Foi professor de Língua Portuguesa no Instituto Superior de Novas Profissões. Leccionou também aquela disciplina no Colégio Luísa Sigea do Estoril.


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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