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Transmontanos e Durienses +

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CASTELO BRANCO, José de Azevedo

Ministro Plenipotenciário e Par do Reino, Aluno de 1859-1864 do Colégio de Lamego, filho de Francisco José de Azevedo e de D. Carolina Botelho Castelo Branco, irmão de António Castelo Branco, nasceu em Vilarinho da Samardã a 5 de Outubro de 1852. Cabe-lhe a honra com o seu irmão António de serem os primeiros alunos do Colégio, em 1859, a funcionar na casa pertencente ao P.e Barroca. Dotado de excepcionais qualidades de orador, cedo revelou os seus ideais políticos, quando a Geração de 70 difundia nos comícios académicos de Coimbra as novas ideias do "Bom Senso e do Bom Gosto". Conquanto cursasse Medicina nem por isso era alheio às novidades políticas e literárias das novas correntes de opinião preconizadas pelos pioneiros do socialismo em Portugal, preferindo enveredar pela filosofia política do partido regenerador. Terminada a licenciatura de Medicina em 1878, especializa se em Cirurgia que exerceu com relevante proficiência até 1886, data a partir da qual passa a dedicar se à vida parlamentar. sendo sucessivamente eleito pelos círculos da Guarda e de Arma mar pelo partido regenerador. Como tal dá mostras de fino trato político, iniciando assim uma carreira auspiciosa no emaranhado torvelinho das partidárias entre regeneradores e progressistas. Num período particularmente difícil em que a crise do Ultimatum provocou uma chaga profunda na alma portuguesa, levando uns a criticar a franqueza das instituições e outros a apelar à unidade de acção em torno da Monarquia, José Castelo Branco foi sucessivamente Governador Civil do Funchal (1900) e Par do Reino tomando assento na Câmara Alta em 1901, Governador Civil de Lisboa em 1903 e ministro Plenipotenciário de Portugal na China, nesse mesmo ano. Cumulativamente era o nosso primeiro representante da missão diplomática na Tailândia. Após alguns anos vividos em terras de Extremo Oriente no exercício destas funções, regressa a Lisboa já nomeado Bibliotecário Mor do Reino, lugar que mais tarde passou a ser designado por Inspector das Bibliotecas e Arquivos. De seguida, foi indigitado para Director Geral das Belas Artes e do Ensino Industrial, posto que ocupou até ser nomeado Director Geral da Instrução Pública. No exercício das funções de Director Geral concedeu ao Liceu de Lamego a verba de 300$00 para renovação do gabinete de Física, pelo que, por proposta do Reitor, decidiu o Conselho escolar mandar colocar na sala de sessões os retratos do Revdo. António Joaquim Roseira, do Dr. Manuel António Roseira, do Conselheiro José de Azevedo Castelo Branco e do P.e Alfredo Pinto Teixeira como homenagem de gratidão pelos serviços prestados a esta instituição. Atendendo às suas qualidades de inteligência e de cultura invulgar de sobejo reveladas nas diversas missões políticas de que foi incumbido de que sempre se houve com distinção, custa a compreender as razões de tão tarde, após o regicídio, ter feito parte de um elenco ministerial. Segundo consta, a isso ter se ia aposto o monarca D. Carlos. Efectivamente, só após a sua morte, é que foi chamado a integrar o gabinete de Teixeira de Sousa, sendo lhe confiada a pasta dos Negócios Estrangeiros. Foi no último governo da monarquia. Satisfeito este seu último desejo, e vingada a revolução republicana, retira se da política até que a morte o visita a 24 de Março de 1923.
No meio da intensa actividade política, ainda ainda encontrou tempo para colaborar em vários jornais de cariz político e literário e de publicar um excelente livro de poesias com o título Ao Cair da Folha. (Grande Enciclopédia Luso Brasileira, Vol.6, p.189).
Armando Mansilha


In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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