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Transmontanos e Durienses +

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TEIXEIRA, Mário César

nasceu em 11.6.1932 na freguesia de S. Nicolau, do concelho de Mesão Frio. Fez os estudos preparatórios no Colégio de Lamego e, mais tarde, completou o 3.° ciclo no Liceu Camilo Castelo Branco, em Vila Real. Durante o tempo em que aí permaneceu praticou desporto, facto que teria grande influência no seu futuro profissional. Optou por frequentar a Escola do Exército (actual Academia Militar). A robustez física era imprescindível para ser admitido. E o futebol que praticara dera lhe essas aptidões. Em 1955 era já alferes de infantaria e foi colocado na Ilha Terceira (Açores). Três meses depois foi mobilizado para Macau, onde esteve dois anos. Regressou em 1958, sendo colocado no Bat. de Metralhadoras 3, depois CICAP Por extinção desta unidade transitou para o Reg. de Inf. 6. Em 1959 frequentou o curso de promoção a capitão, sendo logo chamado ao Comando Geral da GNR pelo também transmontano, General Ambal Vaz que era o Comandante Geral e que o colocou a comandar a Companhia do Carmo (Lisboa). Aí se manteve até que rebentou a guerra em Angola (1961). Foi chamado a preparar uma Companhia com destino àquela Província, em Maio de 1961. Regressou a Lisboa, 27 meses depois. Em 1964 volta a Angola, mas em rendição individual, substituindo um capitão que tinha falecido em combate. Passou a comandar essa companhia de nativos. Regressou ao Continente em 1966, sendo colocado no CICAP (Porto). Em 1967 nova mobilização para Angola, sendo colocado no Quartel General de Luanda. Regressou em 1969 ao "puto", mas pouco depois voltava a Angola, já como major e desta vez para comandar a Polícia de Segurança Pública, no distrito de Uige e Carmona. Regressa a Lisboa em 1972 e prepara em Chaves, como 2.° Comandante, um Batalhão destinado à Frente Leste de Angola. É aí que o surpreende o movimento do M.F.A. que levaria ao golpe militar de 25.4.1974. Passou por uma situação confusa porque esse golpe, congeminado e executado na Metrópole, deixara os Comandos Militares do Ultramar, numa barafunda que humilhou a nobreza, até aí sustentada pelas Forças Armadas Portuguesas. Regressado a Lisboa, apresentou se no Reg. de Inf. 6 do Porto, onde se manteve até 1980. Entretanto foi promovido a Tenente Coronel e foi convidado a comandar a PSP do Porto, onde se manteve por 11 anos. Já como coronel teve de fazer a opção entre manter se no Exército ou permanecer no Comando da PSP. Nessas funções foi condecorado com a medalha de ouro de Serviços Distintos. Em 1991 foi nomeado 2.° Comandante Geral, tendo que deslocar se para Lisboa, onde se manteve até 1995. Durante alguns meses foi Comandante Geral da PSP. Promovido ao cargo máximo da hierarquica requereu a aposentação. Durante a brilhante carreira foi condecorado com 3 medalhas de Mérito Militar, 5 medalhas comemorativas das campanhas militares em África, 1 medalha de prata de comportamento exemplar. Enquanto esteve na PSP teve: 2 medalhas de ouro de serviço distinto, 1 medalha de ouro de comportamento exemplar e 1 medalha de Cavaleiro da Ordem do Rio Branco do Brasil. Participou em vários congressos e reuniões nacionais e internacionais, ao mais alto nível político e militar. Comandou a segurança em várias cimeiras, nomeadamente da CEE. Foi o responsável pela segurança nacional, aquando da visita do Papa, João Paulo II, ao Porto e a Braga e aquando da Cimeira da CEE presidida por Portugal, em 1992. Igualmente como responsável máximo da PSP integrou a representação Portuguesa que ao mais alto nível cooperou com a ONU nas linhas de fronteira entre a Croácia e a Sérvia. É sócio da Casa de Trás os Montes e Alto Douro do Porto, tendo pertencido, durante cerca de dez anos, aos corpos gerentes, como Presidente do Conselho Fiscal.


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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