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Transmontanos e Durienses +

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RODRIGUES, Manuel Maria Sarmento

nasceu em Freixo de Espada àCinta, em 15.6.1899. Foi Almirante da Marinha Portuguesa e um dos cidadãos mais prestigiados do seu tempo, quer como militar, quer como homem de cultura e membro da Academia Portuguesa de História. Estudou em Bragança, onde concluiu o liceu em 1917. Nesse mesmo ano matriculou se em Coimbra, cursando preparatórios para a Escola Naval, onde entrou em Agosto de 1918. Acabou o curso em 1921 e logo embarcou no cruzador República, viajando para os Açores. Nesse mesmo barco fez, em 1922 a viagem de apoio à travessia aérea do Atlântico Sul feita por Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Em 1923 era nomeado comandante do torpedeiro "LIS". Em 1925 foi nomeado ajudante de campo do governador geral da índia, capitão de fragata Mariano Martins. Depois de várias outras missões, foi nomeado em 1928 Secretário do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Em 1931 foi promovido a 1.° tenente e seguiu para Moçambique, como capitão do Porto de Chinde. Em 1935 foi transferido para o Posto de Quelimane. Em 1937 frequentou a Escola de Guerra e logo entrou para o Estado Maior Naval. Em 1939 foi promovido a capitão Tenente e nomeado chefe do Estado Maior da Esquadrilha de Contratorpedeiros. Em 1941 assumiu, em Ponta Delgada o comando do contratorpedeiro "Lima". Continuou com uma brilhante actividade militar e em Maio de 1950 foi nomeado comandante das Forças Aéreas da Armada e director da Aeronáutica Naval. Nesse mesmo ano, assumiu a pasta do Ministério das Colónias. Em 1.11.1953 fez ele o discurso inaugural das comemorações do I centenário de Guerra Junqueiro, em Freixo de Espada à Cinta, terra do poeta e de uma sua sobrinha (Margarida Augusta Guerra Junqueiro), com quem Sarmento Rodrigues casou. A carreira militar e política do Almirante Sarmento Rodrigues prosseguiu até à sua aposentação, por limite de idade. Foi um Homem que correu mundo sempre ao serviço da cultura universalista. Por várias vezes foi governante. Como militar atingiu o topo da carreira com as mais altas distinções. Teve os mais rasgados elogios, louvores e condecorações. Mesmo depois de aposentado continuou a servir a cultura, ora como conferencista, ora como investigador, ora como membro de honra da Academia Portuguesa de História. Deixou uma infinidade de estudos, de livros e de artigos nas mais diversas publicações. Uma das suas últimas incumbências como historiador não conseguiu terminá la, porque a morte o levou. A Academia Portuguesa de História encarregara o de investigar as origens de João Rodrigues Cabrilho, que descobriu a Califórnia (e que se provou ser natural da Lapela, freguesia de Cabril, concelho de Montalegre). Em 1979 chegara a data fatal, interrompendo o estudo que foi prosseguido por outro ilustre transmontano: José Timóteo Montalvão Machado. Faleceu em 2.8.1979. Teve 25 condecorações, ao mais alto nível. Mais de meia centena de títulos honoríficos e académicos. O seu nome foi dado a mais de três dezenas de artérias e praças públicas, não só no país, como de outras paragens. Nomeadamente em Bissau (1949), Gabú, Bubaque, S. Tomé, Nova Lisboa, Vila Luso, Cabo Verde, Sá da Bandeira, Moçâmedes, Luanda, Lourenço Marques, Beira, Limpopo, Ibo, Maxixe, Vila Cabral, Nova Freixo, Porto Amélia, Vila Junqueiro, Vila Pery, Namaacha, Matola, etc. presidiu a uma série de associações desportivas e culturais. Proferiu dezenas de palestras nos mais prestigiados palcos nacionais e estrangeiros. Foi autor de vários livros: A Batalha do Atlântico (1942); Rio Lima Portugal na índia; Alguns aspectos dos nossos problemas do Ultramar; Cinquentenário do caminho de Ferro de Benguela; Um centenário e algumas saudades; Unidade da Nação Portuguesa; Portugal, oito séculos de História; O Almirante Gago Coutinho; Evolução da Escola Naval; O Ultramar na vida da nação; Pátria e República; Aos Estudantes de Moçambique; Um ideal para viver; Foi assim que Moçambique nasceu: Esperanças e realidades da Vida Portuguesa; Missão e grandeza de uma comunidade. Colaborou em várias dezenas de jornais e revistas. O Jornalista Rogério Reis publicou um oportuno artigo póstumo, sobre este marinheiro português, em O Primeiro de Janeiro de 18.8.1979 que foi reproduzido pelo Mensageiro de Bragança, em 1.2.1991. Ele que conviveu de perto, ao longo de quinze anos, com o prestigiado Almirante, faz um elogio que vale a pena citar.


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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