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Transmontanos e Durienses +

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PEREIRA, Mário de Morais Bernardes

nasceu na Régua, em 6.09.1897. Foi médico cirurgião e escritor. Dele escreve a G.E.P.B.: Depois de frequentar o 1.° ano do curso dos liceus, no Colégio de Vila Real, aos 11 anos ingressou no Colégio Militar, onde completou o seu curso dos liceus com a média final de 18 valores. Aluno distinto, foi nomeado comandante do batalhão do Colégio Militar. Entrou para a Universidade do Porto e ali fez os preparatórios de Medicina, tendo cursado, simultaneamente, o bacharelato de Matemática. Terminados os preparatórios, matriculou se na Faculdade de Medicina, em Lisboa, concluindo o seu curso aos 22 anos, com a classificação de M.B.. Praticou depois em Lisboa como assistente dos hospitais no serviço Am'bal de Castro e como assistente da Faculdade de Medicina na cadeira de Farmacologia e Terapêutica Médica. Mais tarde, especializou se em Paris no serviço do Prof. Villaret e em Berlim no serviço do prof. Von Bergman. Quando do seu estágio em Berlim realizou vários trabalhos científicos que foram publicados a expensas da própria Universidade daquela cidade. No seu regresso a Portugal exerceu, primeiramente, clínica na Régua, sendo, durante alguns anos, o médico da estância das Pedras Salgadas. Mais tarde, em 1932, muda a sua residência para o Porto, onde monta o seu consultório, criando rapidamente larga clínica. Durante a sua permanência na Régua tomou sempre grande interesse e parte activa e brilhante em todas as pugnas da região duriense. Nomeado Presidente da Câmara Municipal daquela vila em 10.6.1929, ocupou esse cargo até 6.2.1932, data em que lhe foi concedida a exoneração, a seu pedido. Durante a sua presidência consegue realizar o abastecimento de água à vila da Régua e promove o arranjo da Avenida João Franco, na mesma vila. Quando em 1933, se criou o Instituto do Vinho do Porto, foi nomeado seu director adjunto, por portaria de 4 de Maio desse mesmo ano, cargo de que tomou posse a 9 de Junho imediato. A 17.6.1937 pede a sua demissão deste cargo, que abandonou por curto interregno, pois a 10.2.1939 volta a ser novamente contratado para exercer esse mesmo lugar, que ainda ocupa em 1950. Como director adjunto deste organismo tem sido o grande colaborador do seu director. Manifestou se como escritor sendo ainda quintanista de Medicina, escrevendo a revista e a música para a festa do fim do curso. Como director e redactor das publicações periódicas do Instituto do Vinho do Porto, Cadernos Mensais de Estatística e Informação e Anais do Instituto do Vinho do Porto, a sua actuação tem sido brilhante. Dos primeiros, cuja edição se iniciou em 1940, estão publicados todos os números mensais até Março de 1949. São da sua autoria a quase totalidade das páginas iniciais de todos os números dos Cadernos, assim como as Notas a Lápis e todo o resto da prosa, que não venha subscrita por outro nome, ou indicada como transcrição. Como separata a um dos Cadernos, de 1943, e a outro de 1944, publicou dois trabalhos de propaganda ao Vinho do Porto, intitulados, respectivamente, Julgamento Médico do Vinho do Porto e Duas Notas. Nos Anais de 1941 publicou um trabalho intitulado Preparação para o estudo de um valor económico. Em 1946 é editada, ainda pelo Instituto do Vinho do Porto, com o título Vinho do Porto, o Vinho da Filosofia, uma sua tradução do capítulo VII da obra de H. Warner Allen, The Romance of Wine, Londres, 1931; e em 1947, com o título No País do Vinho do Porto, a tradução da parte II, In the Port Wine Country, da obra de Henry Vizetelly, Facts about Port and Madeira, Londres, 1880. Além destes seus trabalhos, editados pelo Instituto do Vinho do Porto, tem dado a sua colaboração ao Boletim da Casa do Douro, estando já publicadas nos seus n.os 14 a 16 e 18 a 20 e seguintes: Cartas de um Desterrado, assinados com o pseudónimo Mário. Também para o Jornal do Médico escreveu dois trabalhos que foram publicados em duas separatas, com o título genérico Contra o alcoolismo. A favor do vinho, sendo o primeiro, O linho e o Clínico e o segundo Sobre o Vinho do Porto. Como romances, em edições do autor, publicou: A Escravidão, 1942, e A Quimera das Sete Vacas Gordas, 1846. De todas as suas publicações ressalta o entusiasmo pela região que lhe deu o berço e pelo vinho que ela produz, fazendo uma propaganda elegante a este último, sem, contudo, deixar de, ao mesmo tempo, exaltar a organização que, em boa hora, foi promulgada em defesa da economia do vinho do Porto. Éassim que, pelo brilho e fluência da sua prosa e pela sinceridade das suas afirmações, tem conseguido criar um interesse geral pelas publicações do Instituto do vinho do Porto e dar lhe o prestígio de que este organismo goza não só no País como no estrangeiro. Foi agraciado com o grau de comendador da Ordem Militar de Cristo por dec. de 30.3.1948.
GE.P.B.


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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