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Transmontanos e Durienses +

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MOUTINHO, Ventura da Costa

nasceu em Murça, em 24.4.1903 e faleceu em Lisboa, em 10.2.1967. Terminado o curso na Escola dos CTT, ingressou (1924) nos serviços, sendo os últimos anos no desempenho de exactor da Estação Central de Encomendas Postais de Lisboa, aposentando se, como 1.° oficial (1957). Logo nos bancos escolares, no então liceu de Vila Real, mais se acentuou a sua atracção para o mundo das artes plásticas, tendo para tal frequentado aulas de pintura e de desenho na Sociedade Nacional de Belas Artes, tendo sido aluno dos Mestres Frederico Aires e Mário Augusto, e depois, em Paris com o Mestre Louis Eugéne Dumont (sempre que a profissão o deixava livre). Para lá da paisagem, do mar e do pitoresco urbano, que com muita perícia e sensibilidade o tocavam, igualmente não descurava o retrato, nem tão pouco as naturezas mortas, quer no nosso País, quer no estrangeiro, principalmente, nas suas fortuitas estadas em França, Suíça e Espanha. Sua preferência o estilo "figurativo", que numa referência feita na "Revista Correios e Telecomunicações", n.° 2, 1967, pelo também nosso colega Eduardo da Cunha Serrão, preferia o género figurativo e, como os impressionistas, traduzia as formas, volumes e o espaço onde as coisas se situam em vários planos, pelas vibrações luminosas e multicolores emitidas, concepção de realidade óptica esta, em que se assentava o primeiro abalo sério que sofreu o academismo que já não continha os seus métodos condições de evolução; e a tal ponto era fascinante a forma impressionistas, que ainda hoje prende pintores e público. Citaremos, entre outras, as telas "A Serra de Sintra", "Ao Longe", "Galamares", "Linha da Beira Alta", "Penhascos Transmontanos", etc. e os retratos do marechal Carmona (figurando no Palácio do Governador de Bissau), do pianista João Maria de Abreu e Mota, entre muitos outros. Está representado em diversas colecções particulares e oficiais, no país e estrangeiro: (Brasil, Estados Unidos, França, Bélgica, etc.), Museu Nacional de Arte Contemporânea de Lisboa, nos municipais de Sintra, Figueira da Foz, Lagos, Ovar, Vouzela, Palácio Ducal de Vila Viçosa, Junta Provincial de Beja, etc.. Por diversas vezes expôs (colectiva e individualmente), por todo o País e no estrangeiro. Obteve diversas distinções (medalhas da Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, Junta da Província da Beira Alta, Câmara Municipal de Sintra, Casa do Ribatejo, Salão do Estoril, o 1.° prémio e Hors Concours, do Centro Cultural dos CTT, 1950 e 1951, com as telas "Nazaré" e "Galeana", esta última adquirida pelos CTT belga, quando em Bruxelas se efectivou o 13.° Congresso da União Postal Universal, onde foram expostos trabalhos de Artistas Postais (10 a 15.6.1952). A sua última presença efectuou a (1966) numa colectiva do Grupo de Artistas Portugueses, no S.N.I., Lisboa, e que mereceu esta crítica: "continua a pintar com grande qualidade fundos de toques preciosos, formas de cores densíssimas, uma sombria ao mesmo tempo lucilante visão das coisas". Por diversas vezes fez parte dos corpos directivos da Sociedade Nacional de BelasArtes de Lisboa, Grupo de Artistas Portugueses e Círculo Cultural e Artístico Mário Augusto.
A. Lopes de Oliveira


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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