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Transmontanos e Durienses +

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MOURA, José António Carvalho de

natural de Meixedo, concelho de Montalegre, nasceu em 19 de Março de 1940, oriundo de uma humilde família de lavradores. Depois de concluída a instrução primária, estudou no Seminário de Vila Real onde concluiu Teologia sem no entanto ter recebido as ordens eclesiásticas com que os seus pais sempre sonharam. Iniciou a sua vida profissional na Escola Profissional das Minas da Borralha, e, um ano depois, transferiu se para Lisboa para trabalhar no INE, ao mesmo tempo que se matriculava no Conservatório de Música. Entretanto, chamado a cumprir o serviço militar. passou pelo COM de Mafra e, mais tarde. como Alferes miliciano, rumou até Moçambique em missão de serviço. Regressado a Portugal, envereda pela carreira docente no ensino secundário particular e oficial, no Externato Montalegrense e na Escola D. Nuno Álvares Pereira, de Montalegre, chegando nesta a desempenhar as funções de Presidente do Conselho Directivo no ano lectivo 1974/75, ao mesmo tempo que continuava os seus estudos secundários e superiores, primeiro no Conservatório de Música do Porto e depois no de Braga. Após o 25 de Abril, entra na política activa, filia se no PSD e juntamente com o Dr. Diogo Vaz Pereira é fundador da primeira secção deste partido no Distrito de que foi membro e Presidente em sucessivos mandatos. Ainda como político, ao nível do Distrito faz parte de várias comissões políticas e acompanha de perto todas as acções políticas do partido. Em Novembro de 1975 protagoniza uma situação caricata decorrente da anarquia provocada pela revolução de Abril: éum dos dois Presidentes da 2.ª Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Montalegre empossados pelo Governador Civil de então. Em Janeiro de 1997, nas primeiras eleições autárquicas, ganha as eleições por este mesmo partido e como Presidente da Câmara cumpre quatro mandatos até Dezembro de 1989. Da sua passagem pela Câmara ressaltam várias realizações importantes dentre elas a instituição das armas do município ou brazão, a construção de equipamentos sociais relevantes e a intransigente defesa dos interesses das terras de Barroso face ao poder estatal e ao de outros municípios, de que são exemplos marcantes a Fronteira de Sendim, o Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega e a naturalidade de João Rodrigues Cabrilho. Como autarca, foi membro fundador da Associação Nacional dos Municípios Portugueses na qual ocupou vários cargos na Direcção e na Mesa do Conselho Nacional. Étambém co fundador da Associação dos Municípios do Alto Tâmega e da Associação dos Autarcas Sociais Democratas. Para trás tinha ficado a carreira docente e os estudos da música. Com efeito, no ano lectivo de 1980/81, sendo chamado para o estágio na Escola Preparatória n.° 1 de Chaves optou pela Câmara numa dedicação exclusiva e totalmente absorvente. Com o abandono da Câmara em 1990, entra numa nova fase da sua vida com tempo para se dedicar à família, sem abandonar de vez a política. Cria um jornal de periodicidade quinzenal, O Povo de Barroso, de que ainda é director e acompanha as actividades políticas locais de que é observador atento. Então, como o tempo lho permite, matricula se no curso de Filosofia da Universidade Católica de Braga para suspender logo a seguir porque em 1992 é nomeado Consultor do Parque Nacional da Peneda Gerês, cargo que ocupa durante dois anos, dando impulso à criação da Associação de Desenvolvimento das Regiões do PNPG (ADERE PG) e às Feiras Mostras do mesmo parque, sendo ainda responsável pelo Telecentro. Com o cessar destas tarefas, reinicia os estudos e volta àacalmia da sua vida em Montalegre para se dedicar agora ao jornalismo como profissional fazendo publicar alguns trabalhos em jornais diários da grande imprensa sobre temas locais e regionais.
De salientar, por último, alguma actividade literária com a publicação de dois livros: "Comemorações do Milenário de S. Resendo 977 1977", edição da C.M. de Montalegre, 1978 de parceria com o P.e Lourenço Fontes e "Comemorações da Homenagem a João Rodrigues Cabrilho", edição da mesma C.M. de Montalegre de 1980. Prepara actualmente um estudo sobre a sua terra natal dos meados do século passado.


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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