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MONTEIRO, Manuel Maria Bessa

nasceu na freguesia de S. Pedro, em Vila Real, em 1869. Serviu em Infantaria 13, até que embarcou para Angola, onde prestou serviço militar, entre 1905 e 1907. Dois anos depois regressou à Metrópole, morrendo à frente dos seus soldados, em 12.8.1910. Foi ele que fundou no Norte de Angola, ao lado de Ambrizete, uma povoação que foi e continua a ser conhecida por Bessa Monteiro. Foi ele que comandou as tropas que atacaram e conquistaram, ao adversário esse aldeamento. Na Mata Sanga, junto a Bessa Monteiro, se refugiaram, pelos tempos fora, muitos "terroristas", a partir da guerra que estalou, entre 1961 e 1974, onde o autor deste dicionário combateu como oficial miliciano. A Voz de Trás osMontes, de 17.7.1997, insere uma nota biográfica sobre este militar Vilarealense, da autoria do Dr. Lourenço Camilo Costa que, no essencial, escreve: "Há em Vila Real uma rua que, desde longa data, foi conhecida por "Rua do Carmo", pelo facto de nela se situar a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Mas, em 1962, a Câmara Municipal de Vila Real, com a intenção de homenagear um dos seus ilustre filhos que se notabilizou na pacificação do Norte de Angola, na primeira década deste século. decidiu mudar o nome dessa rua para "Rua Tenente Manuel Maria Bessa Monteiro". Receando qualquer melindre da parte da Diocese, a Câmara Municipal deliberou consultar o Bispo de Vila Real, D. António Valente da Fonseca, deliberação essa que ficou registada na acta da reunião de 21 de Novembro de 1962, nos seguintes termos: "(...) A seguir a Câmara deliberou ainda por unanimidade: (...); 6.° Perguntar a Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Vila Real, se vê qualquer inconveniente em que seja dado o nome de Tenente Manuel Maria Bessa Monteiro à actual Rua do Carmo, desta cidade; (...). A resposta de Sua Excelência Reverendíssima não demorou, pois, na acta da reunião de 28 de Novembro de 1962, podemos ler: "Expediente: (...); 3.° Outro Ofício da Secretaria Episcopal de Vila Real, n.° 156/62, de 24 de Novembro corrente, informando, em resposta ao ofício desta Câmara, n.° 2291, de 23 do mês em curso, respeitante à mudança da toponímia da Rua do Carmo para "Rua Tenente Manuel Maria Bessa Monteiro", que da sua parte nada há a opor. A Câmara ficou inteirada e deliberou dar o nome do Tenente Bessa Monteiro à actual Rua do Carmo, pelas razões a seguir indicadas e comunicar o facto ao filho do homenageado, Brigadeiro Bessa Monteiro. Esta deliberação foi tomada por escrutínio secreto". Na mesma acta, segue se uma resenha biográfica do Tenente Bessa Monteiro, transcrição da que já tinha sido publicada no semanário "O Vila Real", em 30.5.1957. Para ficarmos a saber da personalidade desse nosso ilustre conterrâneo, aproveito a oportunidade para recordar que, no Nosso Jornal, escrevi na séria "Homens Célebres de Trás os Montes (3)", precisamente em 7.1.1982, a cujo texto acrescento a informação, entretanto obtida, da sua filiação, assim como a data completa do seu nascimento. " O Tenente Manuel Maria de Bessa Monteiro nasceu em 1 de Junho de 1869 na freguesia de S. Pedro, Vila Real. Era filho de António de Bessa Monteiro e de Mariana Teixeira de Azevedo. Em 1905, sendo oficial do regimento de Infantaria n.° 13 (Vila Real), partiu para Angola, onde prestou serviço militar até 1907. Mas, em 1909, voltou àquela ex colónia onde, em 12 de Agosto de 1910, morreria gloriosamente à frente de uma pequena coluna de soldados e graduados que ele comandava, e que, com outras colunas, se dirigira ao Ambrizete a fim de dominar uma revolta dos nativos. Depois de ter retomado o Posto, cuja guarnição tinha sido destroçada pelo gentio, verificando que não conseguia ligação com as outras colunas, Bessa Monteiro decidiu ir ao encontro das mesmas. Foi durante esta operação que a sua coluna, em Quinzau, se viu atacada de surpresa por um grupo de nativos emboscados no mato e que logo se pôs em fuga. Mas o Tenente Bessa Monteiro, àfrente dos seus soldados, seria mortalmente atingido. O seu corpo foi sepultado no Posto que tão brilhantemente havia reconquistado e a que foi dado o seu nome. E Vila Real, sua terra natal, não se esqueceu de o homenagear, dando o seu nome a uma das suas principais ruas (ex Rua do Carmo)". Apesar de tardia, pois, apenas em Novembro de 1962 a Câmara Municipal de Vila Real decidiu prestar lhe essa merecida homenagem".


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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