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Transmontanos e Durienses +

M


MESQUITA, Nicolau

natural de Chaves (31.8.1871) e morreu em Pedras Salgadas (24.4.1951). Após a conclusão dos estudos liceais, em Vila Real, lá exerceu, em seguida funções na estação dos CTT, para, depois, substituir estas funções a fim de se dedicar ao jornalismo e à política, no primeiro caso, fundando o periódico, na sua cidade natal "A Voz de Chaves" e o "Boletim Municipal" quando esteve à frente da Câmara (1923 1926). Secretariou o político Teixeira de Sousa, quando este sobraçou as pastas do Ultramar e da Fazenda e a da Presidência do Conselho de Ministros, e naquele cargo pôde conquistar diversas benesses para a sua terra natal, entre as quais, a criação do liceu. Com a implantação da República (1910) deixou a política, dedicando se ao seu trabalho, como tesoureiro da Fazenda Pública. Mas, amigos e conterrâneos seus insistiram com ele, no seu regresso à política, e filia se no Partido Republicano Português, e (1917) era Governador Civil de Vila Real e depois, senador, em diversas legislaturas. Recusou, por diversas vezes, a pasta governamental do Interior e a gerência da Direcção Geral das Contribuições e Impostos. Entretanto, exerceu por algum tempo, as funções de administrador, por parte do Estado, da Companhia RádioMarconi e também na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses. Mas, onde se afirmou, brilhantemente, foi na administração local (Chaves), considerado como o fomentador de uma Escola de poder local. "Durante quatro anos, de 1923 a 1926, a acção desenvolvida pelas vereações a que presidiu foi, sem dúvida, a mais notável de todos os tempos. O "Boletim", por ele criado, documenta uma situação utilíssima em prol do progresso material, intelectual e moral da população flaviense. No campo da instrução, da assistência social e da higiéne e saneamento fizeram se magníficas realizações completando as iniciadas antes e por vereações de correligionários seus, já por ele inspiradas. Muitas das suas ideias e projectos de ordem social vieram, anos depois, a ser postas em prática, o seu projecto de organização da assistência clínica rural, de um sentido eminentemente prático e humano. Em todos os outros campos de organização e projecção económica e social, porém, essas vereações marcaram lugar de relevo. O repovoamento florestal da região transmontana e o progresso material do Norte do distrito de Vila Real deveram se lhe muito. A conclusão do caminho de ferro até Chaves, foi principalmente obra da sua tenacidade. Ficaram célebres as Festas Municipais de Chaves, realizadas, por sua iniciativa, em 1924, e que, pelo amplo cunho cultural que revestiram, serviram de modelo para iniciativas idênticas, mais tarde, realizadas em outras terras". Após a implantação da ditadura militar de 28 de Maio de 1926 exilou se, e entretanto, a sua administração municipal foi sujeita a um rigoroso inquérito judicial, cujos seus resultados foram os mais elogiosos para ele. Mais tarde transferiu a sua vida para as Pedras Salgadas tendo sido administrador das suas águas medicinais, unindo as Pedras às de Vidago e Melgaço, também com assinaláveis êxitos administrativos.
A. Lopes de Oliveira


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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