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Transmontanos e Durienses +

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MARTINS, António José

nasceu em Ribeira de Pena, em 28.12.1881. Assentou praça na Armada em 2.10.1900 como aspirante aluno da Escola Naval. Tem o curso complementar naval. Foi promovido sucessivamente a guarda marinha em 3.10.1905, a 2.° Tenente em 1.1.1908, a 1.° tenente em 29.8.1917, a capitão tenente em 25.11.1925 e a capitão de fragata em 2.3.1936. Exerceu o cargo de comandante da lancha canhoneira "Tete" torpedeiro n.° 2, torpedeiro "Ave", canhoneira "lho", torpedeiro "Sado", comandou a Companhia de Depósitos da Equipagem da Armada, foi comandante da Escola Central de Recrutas da Armada, da Esquadrilha de Submersíveis, adjunto do Depósito Marítimo do Centro e do Norte, capitão dos portos de Leixões e Peniche, encarregado da secção cinematográfica na Escola Naval, director interino dos Depósitos da Marinha, Depósito Marítimo Colonial, etc. Durante a Primeira Grande Guerra prestou relevantes serviços no caça minas e nos navios patrulhas, em missões das mais delicadas. Fez a circum navegação do continente africano a comandar a canhoneira "Ibo". Como comandante do transporte hospital "Gil Eanes" em que serviu até ser atingido pelo limite de idade, prestou assinalados serviços na Terra Nova, tornando se venerado por todos os pescadores de bacalhau. que lhe dedicam verdadeiro carinho. Quando, em 29.12.1939 abandonou o comando daquele barco de guerra, recebeu de todos os seus subordinados uma cativante manifestação de respeito, de saudade e amizade. Fez parte do Batalhão Expedicionário a Moçambique em 1918 e foi o comandante de bandeira do vapor "Quelimane" durante a Primeira Grande Guerra. Em 3012 1939 passou à reserva. Da sua brilhante folha de serviços citam se muitos louvores, destacando se, entre eles, o último, saído na Ordem do dia, da Superintendência da Armada, em 29.12.1939. É agraciado com a medalha de prata da rainha D. Amélia pelas operações militares na Guiné, em 1908, medalha das Campanhas do Exército Português, outra com a legenda "Moçambique" e ainda outra com a legenda "No mar, 1916 1917 1918"; cavaleiro da Ordem Militar de Avis, medalha de Coragem, Abnegação e Humanidade, medalha da Vitória, oficial e comendador da Ordem Militar de Avis. Como artista fotógrafo é um dos primeiros amadores do nosso país. Colaborou em muitos jornais e revistas e possui uma colecção de fotografias em que se revela o sentido e o gosto artístico. As suas colecções sobre a faina dos bacalhoeiros são notabilíssimas.


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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