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MARTINS, António Alves

nasceu em Granja de Alijó, em 18.2.1808. Em 21.5.1825 recebeu o hábito de religioso da Ordem Terceira de S. Francisco, em Lisboa. Prosseguiu estudos em Évora. Daqui seguiu para Coimbra, para completar a formação académica. Quando frequentava o terceiro ano da Universidade foi riscado o seu nome por se mostrar simpatizante de uma revolução que rebentara no Porto em 16.5.1828. Teve, por isso mesmo, que prosseguir os estudos na Ordem religiosa a que pertencia. Relativamente à política reinante, foi apologista da causa constitucional e alistou se como soldado para lhe dar o seu contributo. Esse seu grande empenho custou lhe a condenação à morte. Chegou a ser levado, em escolta, de Coimbra para Viseu, onde deveria ser executado, em Santo António do Cântaro, em 28 de Janeiro de 1834, com vários outros companheiros. Conseguiu fugir com alguns desses companheiros. Terminada a guerra civil em que se caíra, retomou os estudos na Universidade, onde recebeu o grau de doutor em Teologia, em 16.7.1837. Seguidamente exerceu o ensino no liceu do Porto, leccionando Geografia e a História. Em 1852 foi nomeado professor de Teologia da Universidade. Mas logo renunciou para tomar conta do canonicato na Sé de Lisboa. Em 1842 foi nomeado deputado eleito por Trás os Montes. Voltaria, noutros mandatos e eleito por outros círculos, a ser deputado. Em 1861 foi nomeado enfermeiro mor do Hospital de S. José, ali exercendo funções administrativas de que se saiu bem. Em 20.5.1862 proferiu no parlamento um violento discurso em defesa das religiosas da Caridade. Em 2 de Julho de 1862 foi apresentado Bispo de Viseu. Confirmado em 25.9 e sagrado no 1.° de Novembro. Tomou posse no dia 7. Chegou a Viseu em 25 de Janeiro de 1863 e fez a entrada solene em 29 de Janeiro. Entretanto surgiram graves divergências entre o Governo e o cabido. Por outro lado D. António Martins adoecera, pelo que só tomou posse em 26.1.1864. Em Junho de 1867 foi a Roma para assistir às comemorações do centenário de S. Pedro. Aí se negou a assinar um documento para apresentar ao Pio IX, onde se pedia o reconhecimento da conservação do poder temporal do Pontífice. Tempos depois o seu nome aparecia no documento e ele, imediatamente, tomou posição para que o seu nome fosse retirado. Em 24 de Março de 1868 ele próprio viria a assinar uma pastoral onde defendia, praticamente, os mesmos princípios. Por duas vezes foi ministro do reino. Faleceu em Viseu, em 5 de Fevereiro de 1882. Foi sepultado em Alijó. Foi autor de várias obras. A Câmara de Chaves consagrou o na toponímia urbana.


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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