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Transmontanos e Durienses +

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MARIZ, José Alves

nasceu em 5.2.1844, em Coimbra e faleceu no Luso, em 25.8.1912. Formou se em Teologia, em Coimbra, concluindo o curso em 1865. Em 1867 recebeu em Braga as ordens menores e o subdiaconado. Em 22.1.1870 foi chamado a dar aulas no seminário de Aveiro. Em 1884 é convidado a reger a cadeira de Teologia Dogmática, em substituição do Dr. Eduardo Nunes que entretanto fora nomeado Bispo de Évora. Em 21.7.1885 é nomeado Bispo de Bragança, sendo confirmado a 30 desse mês e ano. Recebeu a sagração em 15 de Novembro e entrou solenemente em Bragança, em 31.1.1886. Ora vivia em Bragança, ora na sua Casa de Bencanta, subúrbios de Coimbra, facto que lhe mereceu algumas censuras. Virou se, sobretudo para a reorganização do Seminário. Criou vários novos cursos: Filosofia Escolástica, em 1885, Física, Química e História Natural em 1886; Música, Canto e Instrumental em 1895 e Arqueologia e Iconografia, em 1908. Em 1889 começou a construção de um novo edifício, contíguo ao velho seminário, com capacidade para 28 quartos, além de seis amplas salas do rés do chão, para livraria, gabinete de ciências naturais, aulas de Teologia, sala de congregações e salão nobre para festas. Aproveitou para realizar obras de restauro no antigo edifício. Obviamente passou a ter mais alunos e mais padres. Em 1899 fez também profundas obras no paço episcopal. Em 1900 foi em peregrinação a Roma com cerca de 50 mil pessoas da diocese. Acabou com os enterros nas igrejas, promoveu a catequese, fez, apesar de tudo, obra válida. Contudo na noite de 12 para 13 de Dezembro de 1904 os alunos amotiraram se e praticaram as mais graves cenas, contra as instituições e contra os seus dirigentes, por causa do rigor e da disciplina. E sobretudo pela má educação que os jovens traziam do seio das famílias, para além de não haver grandes medidas de selecção, no recrutamento dos jovens. Embora o Bispo actuasse com prudência, esse facto de indisciplina, alastrou se à política e os adversários da religião acabaram para criar grandes dificuldades ao Prelado. Os próprios jornais acirraram os ódios e foi uma crise que abalou a Instituição na Diocese. Em consequência disso o Ministro da Justiça, publicou uma portaria, em 15.4.1905, consagrando a estranha e absurda doutrina de competirem aos governos os procedimentos morais dos seminaristas e dos próprios bispos. Foi o princípio da desordem que sobretudo, a partir de 1834, se tinha instalado na sociedade. A providência encarregou se de fazer cair esse mau governo em 1906 e a própria população se apercebeu de que teria de haver bom senso. Em 5.2.1912 o Bispo envia uma circular na qual condena os cultuais, excomungando as associações que eles formavam, por serem focos de rebelião contra a fé e moral. Essa circular fez com que o Governo, em 16.3.1912 o desterrasse, por 2 anos, para fora da Diocese. A 14 de Maio publicou o Protesto do Bispo de Bragança, dirigido ao presidente Arriaga, insurgindo se contra o castigo.


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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