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Transmontanos e Durienses +

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GONÇALVES, Fernão de Magalhães

Nasceu em Jou, concelho de Murça em 6.01.1943. Feita, aí, a quarta classe, seguiu para Braga, para o Seminário dos Franciscanos. Depois seguiria para Leiria e Lisboa até concluir não ter vocação sacerdotal. Já enquanto estudante dirige a revista Pax et Bonum; simultaneamente colabora nos suplementos juvenis do Diário de Lisboa e da República, usando o pseudónimo de Fernando Gil. Surge lhe a guerra do Ultramar e vai, como oficial mil.º de Transmissões, para Angola. É no regresso que se matricula na Faculdade de Letras do Porto, licenciando se em História. É colocado no Liceu de Chaves e abraça a literatura, com um carinho especial. Escreve em jornais e revistas sobre Trindade Coelho (1962), José Régio (1963), Aquilino Ribeiro (1963), Hemingway (1963); Aznavour, poeta (1963), Raul de Carvalho (1965); Herberto Helder (1965); Jacques Prevert (1965): Nuno de Montemor (1965); Paul Claudel (1965); Steinheck (1968); Senghor (1968), Cláudio Lima (1972); Francisco de Assis (1981); Desenvolvimento e Literatura Responsável (1981); João de Araújo Correia (1983); e António Arnaut (1986 1988). Mas foi Miguel Torga que mais o fascinou. Possivelmente escolheu o como modelo de vida. De facto a Magalhães Gonçalves se ficaram a dever alguns dos melhores estudos Torguianos, em vida de ambos, pois foram grandes amigos e Torga pôde fazer lhe essa justiça, afirmando que fora ele quem mais objectivamente escreveu sobre a sua obra. Sete Meditações sobre Torga (1976) e Ser e Ler Torga (1987) e Ser Torga (1992) são três livros indispensáveis a qualquer estudo sério sobre Torga. Em 1983 é nomeado leitor de Português na Universidade de Granada (Espanha), aí permanecendo até 1987. Aí continuou a obra literária, escrevendo: Andamento, Memória Imperfeita e Júbilo da Selva. Em Chaves, na década anterior, publicara: Manifestos (1) e (11). Por uma literatura Legível. Uma nova etapa o esperava: de novo Leitor de Português na Universidade de Seul, na Coreia do Sul. Aí chegou a sonhar, com novos e sublimes projectos que foram brutalmente interrompidos, pois foi fulminado, mortalmente, numa rua de Seul, em 8 de Julho de 1988. Foi sepultado na Terra que o viu nascer. Mas a literatura portuguesa perdeu um dos mais promissores apóstolos da verdadeira arte literária. A Câmara de Chaves deliberou (26.6.1990) dar o seu nome a uma rua urbana. Miguel Torga ainda teve tempo de consagrar essa eterna saudade no seu Diário XV, p.118:... "ele ainda a dar os primeiros passos literários, mas já dono de uma personalidade poderosamente marcada pelo selo da autenticidade... Os deuses é que não cuidam dos casos felizes. E levaram no na flor dos anos...". Além dos livros já citados, escreveu: De Fernão Lopes a Miguel Torga (Granada 1985), Nueve Poemas (Granada 1987), Júbilo da Seiva (Coimbra, 1988), Modo de Vida (Braga 1988), publicação póstuma, Assinalados (Braga 1989), póstumo, Algumas Cartas (1990) e Obra Poética (1989). Todos os livros póstumos foram saíndo, graças à excepcional persistência da Mulher, Manuela Morais Gonçalves a quem cabe uma palavra de saudação muito sincera.


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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