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Transmontanos e Durienses +

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GONÇALVES, Bento António

Nasceu em Fiães do Rio, freguesia do concelho de Montalegre, em 2.3.1902. Em 1915, com apenas 13 anos já se encontrava em Lisboa, na zona da Sé, a trabalhar como torneiro de madeira. No Arsenal da Marinha, cimentou uma grande força de vontade por tudo o que fazia e, sobretudo, pelos ideais marxistas que abraçou, desde menino e moço. Essa convicção levou o ao sindicalismo revolucionário que não mais largou enquanto teve condições para isso. Em 29.10.1919 foi promovido a torneiro mecânico. Estava lhe destinada uma carreira profissional de sucesso. Mas ele preferiu ficar como simples operário para desenvolver a sua acção sindicalista. Chegou a obter o 2.° ano do curso elementar de Pilotagem da Escola Naval. Ligado ao PCP, desde os primeiros tempos, viajou pelo estrangeiro, nomeadamente pela Rússia. E preferiu não constituir família para melhor servir a causa revolucionária. Sabe se que apenas teve uma ligação amorosa, com uma senhora mais velha, em casa de quem se hospedou na Travessa do Ferragial, n.° 11, altura em que se incompatibilizou com a madrasta. Cumpriu o serviço militar obrigatório em Angola, embora trabalhando como civil, precisamente, como torneiro mecânico. Foi em 1926, data (19 de Janeiro ) em que formalizou o pedido de um atestado de bom comportamento moral e profissional. O PCP havia sido criado em Portugal, em 1921. Em 1929 Bento Gonçalves lança se na sua reorganização, para o que contou com o apoio dos seus camaradas que viam nele um operário sério, simples, mas competente e perspicaz. Os dois anos que esteve em Angola (desde 1924 até 25 de Março de 1926) permitiram lhe desenvolver o Sindicato dos Operários de Luanda. Em 20 de Setembro de 1928 ingressa no Partido Comunista, levando Álvaro Cunhal a escrever dele: "grande exemplo de dirigente operário, insuperável na sua profissão de torneiro mecânico, revolucionário de grande talento político, dirigente modesto, generoso e de elevada compreensão humana". Foi redactor principal e editor do Jornal "O Eco do Arsenal", entre os números 125 e 131. Também colaborou em O Proletário sob o pseudónimo de Grabriel Baptista e no "Reduto" que tinha uma tiragem de 25 a 30 mil exemplares. Quando assumiu a liderança do PCP tinha apenas 40 militantes. Em 29 de Setembro de 1930 é preso. Em 1934 vai à URSS, sempre para se preparar. À chegada a Portugal é novamente preso, julgado e condenado a ir para Angra, por 4 anos e mais 2 no Tanafal, onde virá a morrer vítima de uma biliose, em 2 de Setembro de 1942. Foi, verdadeiramente, o primeiro Secretáriogeral, do PCP


In i volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses,
coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas, Capa dura.
Editora Cidade Berço, Apartado 108 4801-910 Guimarães - Tel/Fax: 253 412 319, e-mail: ecb@mail.pt
Preço: 30€

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